Globo volta a transmitir a Série B em 2026 com acordo seletivo
A Globo confirma o retorno à Série B do Brasileirão em 2026 por meio de acordo com a CBF para a transmissão de partidas específicas da competição.
A Globo está de volta à Série B do Campeonato Brasileiro em 2026, fechando com a CBF um acordo para levar partidas selecionadas da segunda divisão aos seus canais. Diferentemente de ciclos anteriores, o acordo não contempla o pacote completo: cabem apenas os jogos em que os times escolhidos atuam como mandantes — Náutico, do Recife, e São Bernardo, da Grande São Paulo —, totalizando 38 partidas distribuídas nesses confrontos de mandante.
A transmissão será dividida entre TV Globo, SporTV, Premiere e Globoplay. Na prática, a estratégia reserva divisões regionais e por plataforma: os jogos do Náutico terão prioridade na TV aberta em Pernambuco, enquanto as partidas do São Bernardo ficarão, em sua maioria, no SporTV, com reforço do Premiere no pay-per-view.
O retorno ocorre depois de a Globo não renovar o contrato com a competição em 2025, encerrando uma parceria de 28 anos. Nesse período de ausência, a ESPN assumiu a principal vitrine do torneio e registrou bons índices de audiência. Com o novo acordo, a ESPN deixa de exibir a totalidade dos jogos: o canal passa de 380 para 342 partidas por edição, e só poderá mostrar confrontos de Náutico e São Bernardo quando os clubes atuarem como visitantes.
A Série B de 2026 tem início previsto para 21 de março e manterá o formato atual, com 20 clubes, 38 rodadas e pontos corridos. Os quatro primeiros colocados sobem para a Série A de 2027 e garantem vaga direta na quinta fase da Copa do Brasil. Os quatro últimos serão rebaixados à Série C.
A escolha de Náutico e São Bernardo por meio de negociação direta com a CBF e a Globo sinaliza uma tendência crescente de autogestão de direitos de transmissão. Ao optar por acordos individuais, os clubes buscam maior visibilidade regional, presença em TV aberta e condições financeiras consideradas mais vantajosas do que aquelas oferecidas nos pacotes coletivos das ligas.
Em síntese, o cenário atual mostra uma reorganização importante no mercado de transmissão de futebol, com impactos diretos na forma como o torcedor consome os jogos e como as equipes gerenciam seus direitos de exposição na TV e nas plataformas digitais.