44% acham que Bolsonaro errou ao indicar Flávio para disputa à Presidência; 43% dizem que acertou
Pesquisa Genial/Quaest aponta que 56% acham que o presidente Lula vence qualquer integrante da família Bolsonaro nas eleições
Uma leitura recente do levantamento Genial/Quaest aponta para um cenário complexo: Jair Bolsonaro indicou o filho Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026, mas a percepção pública está bem dividida. Ao todo, 44% dos brasileiros veem a decisão como erro, enquanto 43% consideram que foi acerto. Os números foram apresentados na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, reforçando o tom de incômodo ou otimismo que cerca o movimento dentro de diferentes setores da sociedade.
Sobre a origem da indicação, o estudo revela que 62% sabem que a decisão partiu do próprio pai, enquanto 38% não tinham essa clareza. E, no dia a dia da leitura política, surgem outras leituras: 22% afirmam que votariam em qualquer candidato indicado por Bolsonaro, 24% dizem considerar a indicação, mas sem que ela seja decisiva, e 49% não votariam no candidato indicado, de forma contundente.
Entre as projeções de trajetória de Flávio, o levantamento indica que 54% acreditam que ele deve seguir na corrida até o fim, enquanto 34% veem a pré-candidatura como uma ferramenta para negociação. No recorte de vantagem entre os candidatos, 56% dos entrevistados apostam que Lula vencerá qualquer integrante da família Bolsonaro, versus 34% que estimam a vitória de alguém do clã.
Na avaliação sobre o futuro político de Lula, 56% opinam que Lula não merece um novo mandato, e 40% apoiam a reeleição. Em relação a uma possível volta de Bolsonaro ao poder, a Quaest aponta que 46% enxergam esse retorno como algo pior, enquanto 40% consideram pior a permanência de Lula no poder.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-00835/2026.
- 44% veem erro na indicação; 43% veem acerto.
- Indicação partiu do pai: 62% sabem disso; 38% não.
- Votariam em candidato indicado por Bolsonaro: 22%; consideram a indicação: 24%; não votariam: 49%.
- Flávio deve seguir na corrida: 54%; usa a pré-candidatura para negociar: 34%.
- Lula vence qualquer Bolsonaro da família: 56%; aposta na vitória de alguém do clã: 34%.
- Lula não merece novo mandato: 56%; apoio à reeleição: 40%.
- Para Quaest, retorno de Bolsonaro é pior: 46%; manter Lula no poder é pior: 40%.