Após sete mandatos, Carlos Bolsonaro deixa o cargo de vereador no Rio

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Após sete mandatos, Carlos Bolsonaro renuncia a cargo de vereador no Rio

Filho Zero Dois de Jair Bolsonaro deve disputar uma vaga ao Senado por Santa Catarina em 2026

O Carlos Bolsonaro, PL, comunicou nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, que deixará a Câmara Municipal do Rio, encerrando um capítulo que começou em 2000. Ao longo de sua trajetória, ele ficou conhecido como o vereador mais jovem da história do país, eleito aos 17 anos, e hoje cumpria seu sétimo mandato consecutivo na casa carioca.

A decisão, segundo ele, está ligada à iminente mudança do filho Zero Dois da família para Santa Catarina, onde pretende disputar uma vaga ao Senado em 2026 pelo PL. Em discurso durante a sessão, Carlos deixou claro que seguirá um chamado que não poderia cumprir na capital fluminense, sinalizando uma nova etapa na carreira pública.

“Vou para Santa Catarina para cumprir um chamado que não poderia realizar aqui, pois fiz uma escolha sempre guiada pelo meu coração. Uma escolha que me levou a um estado que sempre amei e que teve papel fundamental na minha vida”, declarou o parlamentar. “Parto desta cidade com o coração cheio de saudade. Mas também com a serenidade de quem sabe que está atendendo a uma missão maior.”

Na linha de frente de sua fala, ele destacou a luta por valores como liberdade, família e soberania do país. Segundo Carlos, não se trata de fuga, mas da continuidade de uma trajetória que busca um Brasil que respeite o seu povo, sua identidade e mantenha o equilíbrio entre os poderes em meio ao cenário nacional conturbado. “Levo comigo o Rio, sempre, mas agora preciso contribuir em outra trincheira, honrando tudo o que aprendi e construí nessa cidade e agregando a todo um movimento nacional”, afirmou.

Ao tratar da situação envolvendo o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após a condenação no caso relacionado a uma tentativa de golpe, Carlos se emocionou em vários momentos. Ele ressaltou que o pai enfrenta uma “vida injusta”, citando dúvidas sobre o processo e elogios a divergências vistas no STF. “Não existem provas suficientes para corroborar a tese de golpe. Ele está preso, mas não está derrotado. Derrotado é quem abandona seus princípios”, completou, defendendo a defesa do patriarca.

No balanço da decisão, não houve indicação de que a mudança signifique um afastamento definitivo da vida pública no Rio. Pelo contrário, Carlos quer apenas abrir uma nova frente de atuação, mantendo o compromisso com as lições aprendidas ao longo dos anos e somando forças a um movimento nacional que discute liberdade, identidade e futuro do país.

À medida que se desenha a futura candidatura ao Senado por Santa Catarina, o desfecho dessa história de família e de trajetória política acompanha de perto a reação dos eleitores e dos colegas de parlamento. No fim das contas, a decisão marca uma virada importante para quem acompanhou sua carreira desde a adolescência e agora encara uma nova etapa no cenário nacional.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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