Lula: hospitais federais do Rio eram moeda de troca na eleição

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Lula aponta uso político de hospitais federais no Rio e celebra nova etapa de investimentos

Durante a inauguração do Centro de Emergência 24h do Hospital Cardoso Fontes, no Rio, o presidente destacou uma mudança na forma de uso da saúde pública e detalhou recursos destinados ao município e ao sistema estadual.

No último domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Rio para a cerimônia de inauguração do Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Em tom direto, ele afirmou que, no passado, hospitais federais da região foram usados como moeda de campanha — o que chamou de prática inadequada. Além disso, destacou que uma parceria firmada em dezembro de 2024 entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde colocou fim a esse uso político do aparelho público, com recursos vindos de ambos os órgãos para o hospital.

Segundo o presidente, a nova fase de financiamento trouxe investimento direto ao município: foram repassados R$ 150 milhões, somados a R$ 610 milhões anuais do Teto MAC, destinados ao custeio de serviços de saúde de média e alta complexidade. Na prática, isso representa reforço significativo para a capacidade de atendimento e para manter serviços mais complexos funcionando de forma estável, especialmente em momentos de demanda elevada. No dia a dia, a expectativa é de que a parceria fortaleça a qualidade do atendimento sem transformar a saúde pública em instrumento político.

Durante a cerimônia, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, participou e, em meio a uma breve provocação, relembrou a longa gestão na cidade. Lula respondeu com bom humor, dizendo que Paes acertou em quase tudo o que comentou, mas ressaltou que o Rio de Janeiro não é mais importante que o Brasil. A fala foi interpretada como um lembrete de que, embora a cidade tenha relevância, o cuidado com o país permanece na dianteira das prioridades oficiais.

Em sua fala, Lula também tratou da necessidade de um debate público com mais clareza. Ele afirmou que é preciso transformar 2026 no ano da verdade e criticou a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, associando-as a riscos reais de violência. “Mentira leva à violência” foi a assinatura de um momento em que ele destacou a importância de discutir políticas com base em fatos, não em boatos.

A inauguração reforçou, ainda, a presença do município na agenda de investimentos federais em serviços de saúde de média e alta complexidade, com a ideia de que a ampliação do repasse e o alinhamento entre governos podem melhorar a resposta a situações de emergência. No conjunto, o ato simboliza uma relação entre cidade e poder federal que busca, no papel, melhorar o dia a dia da população que depende de atendimento rápido e de qualidade.

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Jornalista

André Santos

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