Venezuela e Colômbia: segurança; Rodríguez pede fim de sanções EUA

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Venezuela e Colômbia discutem segurança enquanto Rodríguez pede fim de sanções dos EUA

Autoridades colombianas de alto escalão, incluindo os ministros das Relações Exteriores e da …

Em Caracas, um encontro entre autoridades de peso da Colômbia e da Venezuela reuniu ministros das Relações Exteriores e da Defesa com seus pares venezuelanos. Delcy Rodríguez, à frente do governo interino da Venezuela, avaliou as conversas como produtivas e deixou claro que a ideia é avançar com uma agenda compartilhada que una forças para além das disputas políticas. Alinhada ao espírito de cooperação, a líder venezuelana destacou que a cooperação entre os dois países deve nascer de uma base econômica sólida e de respeito mútuo.

No centro das conversas ficaram temas como cooperção energética, segurança regional e comércio, com o objetivo de criar um terreno comum que possa trazer benefícios concretos para as populações de ambos os lados. Na prática, a aposta é em passos práticos, com metas claras e uma visão de longo prazo que se mantém em sintonia com os ideais que moldaram a relação entre Caracas e Bogotá ao longo dos anos.

Foi a primeira reunião presencial entre autoridades dos dois países desde a destituição do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, no início de janeiro. A reunião gerou otimismo sobre a possibilidade de reconstruir pontes institucionais e manter o diálogo aberto em temas sensíveis para a região.

A agenda previa ainda um encontro entre Rodríguez e o presidente colombiano Gustavo Petro, potencial marco de uma nova fase bilateral em nível presidencial. No entanto, por motivos de força maior, o encontro acabou sendo cancelado, segundo os governos de ambas as nações. Ainda assim, a troca de mensagens entre os lados manteve o tom de cooperação estratégica.

Em declaração após as reuniões com os ministros, Rodríguez sublinhou que a cooperação entre Venezuela e Colômbia deve ser extremamente frutífera do ponto de vista econômico e estar em sintonia com a visão de seu fundador conjunto, o herói da libertação sul-americana Simón Bolívar. “E quero aproveitar esta oportunidade para também enviar uma mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para deixar claro que medidas coercitivas unilaterais contra o povo venezuelano afetam os povos de nossa América Latina”, afirmou. “O apelo é para que as sanções contra a Venezuela sejam suspensas.”

Antes de chegar ao poder, Rodríguez atuou como ex-vice-presidente e, desde então, vem buscando atrair investimentos para energia, petróleo e mineração, com o objetivo de estabilizar o país após os impactos internos. O passado próximo não é esquecido: Trump a elogiou diversas vezes, e Rodríguez recebeu autoridades norte‑americanas e potenciais investidores em Caracas, sinalizando uma mudança de tom nas relações entre Washington e Caracas. Os EUA e a Venezuela aceleraram o restabelecimento de laços diplomáticos formais, com a ampliação, na sexta-feira, das isenções de sanções para facilitar investimentos no setor de energia e permitir a exportação de fertilizantes.

No dia a dia, a conversa entre Caracas e Bogotá aponta para uma nova janela de cooperação regional. Além do objetivo econômico imediato, há o desejo de enviar sinais claros de estabilidade e diálogo aberto à região, especialmente num momento em que as tensões com Washington costumam moldar o cenário político e econômico dos dois países.

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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