Valdemar e Kassab debatem ‘xeque-mate de 2026’ com empresários em SP
Evento acontece em meio à disputa interna da direita para definir se candidato capaz de derrotar Lula estará ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro
Em São Paulo, o jantar-debate promovido pelo Grupo Esfera reúne, na próxima segunda-feira, 23, dois nomes de peso da centro-direita: Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD). O encontro tem como objetivo discutir se a aliança entre direita e centro-direita pode caminhar unida rumo às eleições de 2026, diante do desafio de impedir a reeleição de Lula, do PT.
Intitulado “O Xeque-Mate de 2026”, o evento funciona como um termômetro das disputas internas dentro do campo conservador. A questão central é quem será o candidato capaz de derrotar o atual presidente e se esse nome estará vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ou se haverá espaço para romper a “polarização” e surgir como uma alternativa aos dois últimos ocupantes do Planalto.
No centro das atenções, quem defende a candidatura do clã Bolsonaro é o grupo que apoia Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto. No dia a dia, por outro lado, Kassab sinalizou movimentos estratégicos ao anunciar a filiação de Ronaldo Caiado ao PSD, já contando com nomes como Eduardo Leite e Ratinho Júnior. A leitura é clara: a sigla busca se fortalecer como uma alternativa competitiva para a próxima disputa presidencial.
A definição sobre qual nome o PSD lançará deverá sair em abril, último prazo legal para confirmar candidaturas. No cenário entrelaçado de alianças, discursos e bastidores, o que se discute é o caminho de uma direita mais unida ou repetindo a velha polarização que marcou os últimos pleitos. E, no fim das contas, menos interesse em discussões retóricas e mais foco em saber quem realmente terá fôlego para enfrentar Lula nas urnas.
Na prática, o encontro é visto como um aquecimento para a corrida eleitoral, onde cada peça do tabuleiro precisa se encaixar para não deixar a posição vulnerável. Além disso, o desafio real é acumular apoio suficiente para viabilizar uma candidatura única do campo conservador, capaz de ampliar o espaço de atuação e reduzir as arestas entre os aliados. Mas o que isso muda, de fato, para o eleitor comum que acompanha o destino do país?