Após veto da Suprema Corte, Trump quer elevar tarifas globais de importação a 15%
Presidente informa que não precisa do Congresso e que decisão da Suprema Corte é “ridícula e antiamericana”; veja
Na leitura de ontem, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 a 3, que as tarifas impostas por Donald Trump eram ilegais. Os juízes entenderam que o presidente excedeu sua autoridade ao aprová-las sem a anuência do Congresso, abrindo um entrave significativo na estratégia de taxas de importação defendida pela administração.
Já no sábado, em uma postagem na Truth Social, Trump declarou que não concorda com o veredito e revelou a intenção de ampliar as tarifas globais para 15%. Anteriormente, a proposta girava em torno de 10%.
O ex-presidente sustenta que as tarifas fazem parte de sua linha de ação para “Make America Great Again” e afirma que o mecanismo é não apenas legal, mas compatível com o arcabouço jurídico atual. A ideia é que a taxa de 15% incida sobre qualquer produto estrangeiro que chegue aos EUA. Além disso, ele acusou os juízes de agirem de maneira injusta e chamou a decisão de “ridícula, mal redigida e extraordinariamente antiamericana”.
A implementação está prevista para a próxima terça-feira, 24, com vigência inicial de 150 dias até que o Congresso possa aprovar as medidas. Nos meses seguintes, o governo pretende definir e emitir tarifas adicionais permitidas pela lei, mantendo o impulso da estratégia de tornar a América grande novamente. Vale destacar que a nova taxa de 15% não contemplaria minerais críticos e outros itens, conforme divulgado pela Administração.
Caso o Congresso não ofereça aprovação dentro desse intervalo, Trump indicou à imprensa que poderia buscar outras formas de autoridade. Embora tenha reiterado que não precisaria da aprovação do Legislativo para impor tarifas, a decisão da Suprema Corte aponta para um uso questionável da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ao ser aplicada para regular o comércio sem o aval do Congresso.
Na prática, trata-se de um embate entre a necessidade de regular o comércio internacional em situações emergenciais e o papel do Legislativo. E no dia a dia de quem compra, importa ou negocia, as consequências desse movimento podem aparecer de formas diretas ou indiretas. Mas, afinal, qual impacto isso terá para você e para as suas decisões de consumo nos próximos meses?