Trump afirma que considera ‘tomada amigável’ de Cuba
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na sexta-feira, 27, que considera uma “tomada amigável” de Cuba. Os EUA têm intensificado as tensões diplomáticas com Havana após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Ao deixar a Casa Branca para um comício no Texas, o republicano sinalizou que o governo cubano está enfrentando grandes dificuldades e que as conversas com Washington já vinham acontecendo. Na prática, ele trouxe a abertura para a ideia de uma tomada amigável de Cuba como possibilidade, desde que o diálogo renda condições favoráveis.
No contexto, as falas ganham peso em meio a um momento de maior pressão dos EUA sobre Havana, desencadeado pela recente captura de Nicolás Maduro — aliado político de Cuba. Antes da operação em Caracas, autoridades americanas teriam feito tratativas com Delcy Rodríguez, que assumiu o comando interinamente na Venezuela; ela prometeu abrir as reservas petrolíferas venezuelanas para empresas estrangeiras. A ofensiva de Washington também resultou na saída do procurador-geral Tarek William Saab e acabou levando a Venezuela a interromper o envio de petróleo para Cuba. Além disso, o governo norte-americano impôs um bloqueio ao petróleo destinado à ilha, agravando a crise econômica cubana.
Trump reforçou ainda o tom crítico ao falar de Cuba: relembrou que o tema está na pauta desde a sua juventude e destacou que o país vive momentos de grande aperto. Ele citou, entre as pessoas de origem cubana que vivem nos EUA, a possibilidade de mudanças na ilha trazerem impactos positivos para essa comunidade.
Do lado cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel já havia sinalizado disposição ao diálogo, desde que as conversas ocorram “em condições de igualdade, com respeito à soberania, à independência e à autodeterminação” de Cuba.
Fonte: Portal Terra