Rui Costa compara Lula e Bolsonaro após vaias a Leite nas enchentes

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Rui Costa faz comparação entre reações de Lula e Bolsonaro diante enchentes, após vaias a Leite

O ministro da Casa Civil aponta diferenças de atenção de governos federal e estadual a tragédias climáticas, citando episódios no Sul e na Bahia durante evento oficial

No discurso de um evento do governo federal sobre contratos da Petrobras para a construção de navios, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, traçou um paralelo entre as reações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro a enchentes, após o governador gaúcho Eduardo Leite ter sido vaiado pela plateia. A fala ocorreu na tarde desta terça-feira, 20, quando o governo federal anunciava investimentos e ações de recuperação após alagamentos que atingiram diferentes regiões do país.

Neste quadro, Costa lembrou as enchentes ocorridas entre abril e maio de 2024 no Rio Grande do Sul, que deixaram um saldo doloroso com mais de 184 mortos e milhares de desabrigados. Segundo o ministro, o governo federal já destinou um montante superior a R$ 90 bilhões para apoiar a resposta à tragédia climática, encorajando o mesmo espírito de ajuda que ele acredita ter visto em estados atingidos.

Já na Bahia, as enchentes que ocorreram entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022 deixaram um rastro de perda humana, com pelo menos 26 mortos no estado. À luz desses episódios, Costa afirmou que não houve amparo suficiente por parte do governo federal na época, destacando que o acompanhamento e o auxílio a vítimas dependem de ações rápidas e coordenadas entre esferas de governo.

Em tom mais contundente, o ministro ressaltou que, diante do que ocorreu no Rio Grande do Sul, “não houve paralelo na história da República” em relação à atenção dedicada a um estado específico, dizendo que “foram mais de R$ 90 bilhões colocados aqui” para reconstrução e assistência. As palavras de Costa marcaram a tentativa de defender uma leitura de prioridades administrativas, num momento em que o país debate responsabilidade e eficiência no atendimento a calamidades.

Antes de Costa encerrar o seu pronunciamento, o público acompanhou a reação de Leite, que foi vaiado pela plateia quando rompeu o silêncio para responder aos críticos. O governador gaúcho insistiu no argumento institucional, afirmando que a fala de Costa não muda o fato de caminhar junto aos gaúchos com respeito e responsabilidade. “Este é o amor que venceu o medo? Não. Então vamos respeitar, por favor. Eu estou aqui cumprindo o meu dever institucional, em respeito ao cargo que exerço, em nome do povo do Rio Grande do Sul, com respeito ao Presidente da República”, disse Leite, destacando que todos os governantes foram eleitos pelo mesmo povo e devem atuar com civismo e colaboração.

No dia a dia, o tema reaparece como um convite à reflexão sobre como o governo reage a crises: quanto se investe, quem recebe esse apoio e como a população percebe a distribuição de recursos, especialmente em estados historicamente impactados por desastres naturais. E você, leitor, como avalia a resposta governamental a tragédias como essas, que exigem união de esforços e planejamento de longo prazo?

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Jornalista

Lucas Almeida

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