Prerrogativas homenageia Tebet, Haddad e Alckmin em aceno a cotados para chapa lulista em SP em 2026
Evento com tom de campanha eleitoral contou com a presença de Lula e recados para eleição do ano que vem
Um encontro promovido pelo Prerrogativas, grupo de advogados e juristas pró-PT, ganhou contornos de movimento político ao reverenciar Tebet, Haddad e Alckmin, apontados como prováveis componentes da chapa de apoio a Lula em São Paulo para 2026. No palco, o clima soou como um rascunho de campanha, com a presença do próprio Lula e mensagens para o pleito do ano que vem.
Durante o encontro, o coordenador do grupo, Marco Aurélio de Carvalho, descreveu as três lideranças como representantes da frente ampla que garantiu a vitória de Lula em 2022 e como trunfos capazes de orientar a corrida de 2026. O Prerrogativas — formado por advogados e juristas favoráveis ao PT — ganhou ainda mais força no governo com a nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, o que reforça o papel político que o bloco vem desempenhando nos bastidores.
No debate, não faltaram menções a cenários nacionais. Mesmo com o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), continua sendo uma peça votada com certa preferência pelo PT, tendo sido citado em várias falas ao longo do evento. Além disso, Haddad lembrou a leitura de Lula sobre a economia, destacando que muitos prognósticos de economistas não se confirmaram e que é hora de reconhecer quem acertou o caminho.
Outra dimensão importante foi a leitura sobre a possível composição de 2026. Quando questionado sobre sua própria trajetória, Haddad deixou claro que pode abrir mão do ministério para facilitar a campanha de Lula no ano que vem, mas afirmou que não pretende disputar novamente a eleição. Ele é visto, entre aliados, como cotado para disputar o governo de São Paulo ou o Senado pelo Estado; entretanto, ainda não houve definição oficial. Já Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT e hoje à frente da Secretaria de Relações Institucionais, reforçou aos jornalistas que ainda não há decisão tomada, mesmo com três nomes fortes na mesa.
Quanto a Tebet, o entendimento é de que ela pode figurar no palanque de Lula em SP, desde que migre do Mato Grosso do Sul e mude de partido — hoje, o MDB paulista costuma apoiar Tarcísio. A deputada-mostra, aliás, foi citada como foco de uma vaga no Senado, e o público respondeu com alguns gritos de apoio ao pedido de que ela também seja reconhecida como governadora.
Já para Alckmin, a aposta é manter a dupla com Lula no Palácio do Planalto: ele reforçou que o que está em jogo é a continuidade da defesa da democracia, destacando que Lula salvou o país ao derrotar Bolsonaro em 2022 e foi o líder mais aplaudido por abrir o fórum de discurso ao iniciar com o cumprimento a “companheiros e companheiras”.
Entre os bastidores, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), também aparece como alguém que já manifestou o desejo de compor o Palácio dos Bandeirantes, embora não tenha participado ativamente do encontro. No fim das contas, o tom do evento apontou para uma aliança entre forças civis e políticas que defendem a democracia, sugerindo que o caminho de 2026 pode passar pela união entre PT, MDB e PSB, mesmo diante de tensões regionais e estratégicas.
Mas o que isso muda na prática para o eleitor de hoje? No dia a dia, a mensagem é simples: a leitura de que há espaço para uma frente ampla, capaz de consolidar apoio a Lula sem abandonar a busca por equilíbrio entre poderes. Em meio a críticas e elocubrações sobre cenários futuros, o que fica é a ideia de que, mais uma vez, as escolhas regionais — como o destino de Tebet em SP — podem ter peso decisivo no caminho ao Planalto. E, no fim das contas, leitores atentos devem observar como cada movimento político repercute a partir de agora, na agenda de governo e no cotidiano da política partidária.
- Aliança entre PT, MDB e PSB em 2026 é colocada como possibilidade de palanque para Lula em SP.
- Tebet, Haddad e Alckmin são apresentados como símbolos da frente ampla que apoiou Lula em 2022.
- Haddad sinaliza possibilidade de deixar o ministério para apoiar a campanha, sem confirmar nova candidatura.
- Tarcísio de Freitas aparece como referência de apoio dentro do cenário paulista, ainda que com protagonismo do PT dividido.
- Márcio França é apontado como possível candidato ao Palácio dos Bandeirantes, não tendo comparecido ao evento.