Jogo top dos últimos 10 anos seria plágio de Evangelion, diz o criador

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Um dos melhores jogos da última década é uma cópia descarada de Neon Genesis Evangelion, ou pelo menos é o que diz seu criador

Um clássico que inspira muitos outros

Não é segredo que Neon Genesis Evangelion consolidou-se como um marco do anime, com uma pegada que continua a influenciar criadores ao redor do mundo. Entre as obras que bebem dessa fonte, NieR: Automata surge como uma leitura contemporânea que dialoga com o universo de Hideaki Anno, não apenas como um plágio, mas como uma reinterpretac̆ão com linguagem própria. Em síntese, o criador aponta que a vida útil da obra reside justamente nessa leitura ampliada que conversa com o original.

No dia a dia dos fãs, isso se traduz em uma relação explícita entre o game e a referência anime: temas de identidade, conflitos entre humanos e máquinas e dilemas morais que atravessam a história ganham sabor extra quando vistos à luz de Evangelion. Ainda assim, a obra de NieR: Automata não se contenta em copiar; ela se reinventa, oferecendo uma experiência própria, única, fresca e empolgante, que carrega a voz de quem a criou sem perder o eco da referência.

Essa leitura não é apenas um exercício de comparação: ela mostra como uma obra pode nascer como uma releitura e, ao mesmo tempo, se tornar algo novo e vibrante. O acabamento narrativo, o design de mundo e a abordagem existentialista ajudam a explicar por que muitos reconhecem, no jogo, uma influência visível de Evangelion — mas, no fim das contas, a obra se firma como algo que merece ser visto por mérito próprio.

Para quem curte as duas frentes, a mensagem é clara: a comparação não reduz a obra, mas a enriquece, revelando como referências podem servir de trampolins para novas criações que brilham por si mesmas.

  • Referências claras ao universo de Anno
  • Dilemas existenciais que dialogam com identidade
  • Reinterpretação que mantém a força narrativa e a originalidade
  • Exemplo de como inspirações de anime podem enriquecer o videogame

No fim das contas, NieR: Automata demonstra que uma reverência bem feita pode culminar em algo novo, cativante e cheio de personalidade, capaz de dialogar com quem ama Evangelion e, ao mesmo tempo, conquistá-los pela sua própria essência.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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