Hajime Isayama admite bloqueio criativo por burnout em Attack on Titan

Ouvir esta notícia

Sem energia: Hajime Isayama admite que não consegue escrever nada novo por burnout em Attack on Titan

descricao

Isayama, o criador de Attack on Titan, admite que o burnout ainda o acompanha e que não consegue produzir histórias no mesmo patamar da obra, mesmo com o fim da saga.

Depois de 12 anos dedicados à franquia, o autor Hajime Isayama abriu o jogo sobre o cansaço que a trajetória provocou. Em mensagem enviada a um evento de anime, ele reconhece que não consegue desenhar nem conceber algo que chegue perto do nível da narrativa que criou, sinalizando a persistência de um desgaste psíquico que o acompanha desde o encerramento da serialização.

Quanto à produção de novos conteúdos, Isayama lembra que, desde o encerramento do mangá em 2021, não lançou material inédito. Ainda assim, ele afirma que não ficou ocioso: recebe pedidos para ilustrações e autógrafos, participou de projetos colaborativos como o Breeze Project do ator Yuki Kaji, responsável pela voz de Eren, e mantém a rotina ocupada, ainda que hoje não esteja produzindo diariamente.

É interessante notar que o debate sobre o NEET foi deixado de lado por ele: o criador afirma levar uma vida ativa, com compromissos e trabalho, ao contrário da imagem de ausência criativa que às vezes circula entre fãs.

A dubladora brasileira que dá voz a Mikasa relembra, inclusive, o processo intenso de gravação do último episódio, destacando a carga emocional daquele desfecho e o peso da conclusão para quem acompanhou a obra ao longo de todos esses anos.

Sobre a possibilidade de novas histórias, Isayama esclarece que o fim de Attack on Titan não o libertou para explorar universos paralelos. O burnout, segundo ele, continua presente, e mesmo sem uma agenda tão cheia, acredita que conseguir escrever algo à altura seria improvável. Segundo ele, qualquer projeto novo provavelmente apareceria como um recorte de elementos já desenhados na série.

No fim das contas, o autor confirma que, mesmo com a agenda menos pesada, não enxerga, no momento, a coragem criativa para entregar um trabalho de igual impacto ao que ficou conhecido como o auge da saga. A mensagem é simples: a primeira serialização consumiu muita energia e, por ora, ele não visualiza um retorno imediato com novas histórias originais.

Para o público, fica o reconhecimento de que o caminho criativo de Isayama seguiu um rumo distinto após o êxito estrondoso de Attack on Titan: respeito pela história, cuidado com o legado e a percepção de que a criatividade precisa do seu tempo para florescer novamente.

O que achou deste post?

Jornalista

Carlos Ribeiro

AO VIVO Sintonizando...