Haddad aponta a Lula economista Guilherme Mello para o BC
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o nome de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica da pasta, para ocupar uma das diretorias do Banco Central. A informação foi veiculada pela Bloomberg e confirmada pelo Valor. Atualmente, o BC tem duas de suas nove diretorias vagas: a de Política Econômica, responsável por projetar as variáveis macroeconômicas usadas pelo Copom, como PIB e IPCA, bem como pela redação de comunicados, atas do Copom e do Relatório de Política Monetária; e a de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, uma das principais responsáveis pela liquidação de instituições, por exemplo, o caso Master. Desde o fim do ano passado, a primeira vem sendo ocupada, de forma interina, pelo Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos. A segunda diretoria, por sua vez, também está sem titular desde que Renato Gomes saiu, com o Gilneu Vivan, diretor de Regulação, exercendo o posto interinamente.
Na Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Mello é quem cuida dos cálculos das projeções econômicas da pasta e auxilia na formulação de políticas públicas, incluindo medidas adotadas no ano passado para compensar efeitos de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. As indicações de Haddad para o BC, nos últimos anos, às vezes vêm acompanhadas de remanejamentos entre diretores. Em 2023, por exemplo, o ministro indicou o atual diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, cargo que vinha sendo ocupado por Carolina Barros, que acabou assumindo a diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta — posto que estava vago.
Em entrevista ao Metrópoles nesta semana, Haddad elogiou o trabalho de Mello na SPE: “O Guilherme Mello é o economista que mais acertou projeções neste ano”, disse o ministro. Os nomes sugeridos pelo ministro devem ser confirmados e indicados pelo presidente e, posteriormente, sabatinados pelo Senado. Procurada, a Fazenda não se pronunciou.
Além disso, o cenário reflete que, na prática, o BC caminha para completar o seu quadro diretivo com escolhas fruto de escolhas políticas e técnicas, buscando alinhamento entre as projeções macroeconômicas e a condução da política monetária no curto e médio prazo.
- Duas diretorias vagas: Política Econômica e Organização do Sistema Financeiro e Resolução.
- Indicação de Guilherme Mello para a diretoria que cuida de projeções macro e da redação de documentos do Copom.
- Processo por concluir: confirmação pelo presidente e sabatina no Senado.