Queda de escola com enredo sobre Lula vira ‘prato cheio’ para oposição
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A Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o Lula no Grupo Especial do Carnaval do Rio de 2026, foi rebaixada para o Grupo de Acesso, e, com o feito, políticos da oposição comemoraram o fracasso da agremiação. Dentre eles, Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para criticar, mais uma vez, a homenagem. “A escola foi rebaixada demonstrando como o Lula está afundando o Brasil. Isto sim foi uma homenagem muito bem adequada”, escreveu.
Antes mesmo do rebaixamento, o deputado federal já tinha criticado a decisão da Niterói por trazer a “ala de conservadores”, que colocou famílias em latas de conserva. “A ala que retratou os cristãos numa lata de sardinha como se fossem algo a ser descartado, ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso”, declarou. A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) classificou o episódio como intolerância religiosa.
Além de Nikolas, Sérgio Moro, ex-Ministro da Justiça e senador pelo União Brasil, falou sobre o resultado dos desfiles. “Um presságio”.
O pré-candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, também comemorou a perda da escola com um texto nas redes sociais e uma imagem condenando o “desrespeito” com a família. “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba-enredo”, declarou.
No dia a dia da folia, o episódio reacende o debate sobre os limites da crítica política frente a uma manifestação cultural tão popular, lembrando que formatos de protesto podem polarizar ainda mais o debate público. No fim das contas, a queda da escola serve de alerta para quem acompanha a cena política: a linha entre sátira, ofensa e opinião pública nem sempre é clara.