Flávio diz que palanque em SC está fechado e que Carlos tem relação histórica com Estado
O senador afirma que a aliança catarinense já está consolidada, com apoio a Jorginho Mello e a candidata Carol de Toni, além da indicação de Carlos para o Senado. No radar, ainda, a reabertura de investigação envolvendo o irmão.
Quem acompanha o cenário político do Sul sabe que a semana trouxe uma leitura clara para Santa Catarina: o palanque estadual está fechado, alinhado à reeleição do governador Jorginho Mello e ao pleito da também pré-candidata Carol de Toni, com Carlos Bolsonaro traçado para compor a chapa como senador. O anúncio foi feito pelo senador Flávio Bolsonaro, que reforçou o tom de unidade dentro do partido para manter o foco nas candidaturas locais.
Para fundamentar a decisão, Flávio destacou a relação histórica de Carlos com Santa Catarina. Ele explicou que o irmão tem vínculos muito fortes com o estado e que ele “vai pra Santa Catarina” porque é apaixonado por lá, com várias ligações ao longo da vida. Em tom de confirmação, ele afirmou que Carlos é alguém que traz vínculos históricos naquela região e que ele deve representar um reforço significativo na chapa.
No dia a dia da conversa política, o senador disse que irá procurar todos os integrantes do PL para aparar arestas e colocar todo mundo na mesma página. A estratégia, segundo ele, é evitar ruídos e manter o time coeso em torno de um objetivo maior. Além disso, Flávio citou conversas com o irmão Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, e que se comprometeu a ajudar “no que puder” na campanha.
Em meio a esse cenário de alianças, o Ministério Público reabriu a investigação contra Carlos Bolsonaro por suposta prática de rachadinha. Flávio enfatizou que o caso já estava arquivado e que, até o momento, não há fatos novos. Ele classificou a retomada do tema como potencial movimento político, especialmente no contexto da pré-candidatura de Carlos, e pediu cautela: “não é uma jogada para barganhar vantagem”.
Na mira da chapa, o PL também discutiu o mapa de suportes em outros estados. Em RS, o deputado Luciano Zucco (PL-RS) surge como pré-candidato ao governo gaúcho. Já para a outra vaga do Senado, a indicação parece caminhar para o deputado Sanderson (PL-RS). Flávio explicou que pode haver uma composição com o PP para a indicação de vice, mas que é preciso ouvir Za Zucco antes de fechar qualquer definição.
Como equilíbrio da equação, Flávio reconheceu a importância de manter as relações entre lideranças do partido, especialmente entre Eduardo e os demais protagonistas, para que tudo transcorra de forma harmoniosa. O recado é claro: o objetivo comum é consolidar a presença do PL em Santa Catarina e fortalecer a campanha em outros estados, sempre com diálogo aberto entre os integrantes da sigla.
No fim das contas, o que fica é uma leitura de coalizão com foco em Santa Catarina: palanque fechado, Carlos associado a SC por sua história com o estado, e a aposta de que o conjunto da legenda possa manter o impulso em meio a investigações e movimentos políticos que, de perto, parecem mais estratégicos do que acidentais. Para o eleitor, a pergunta que fica é simples: como esses acordos vão impactar a vida política local e o cenário nacional?