Lula sobrevoará áreas atingidas por chuvas em MG; mortos chegam a 68
Presidente viaja com ministros para acompanhar a tragédia em Minas Gerais e se reúne com autoridades de cidades atingidas
Em meio a fortes chuvas que atingem o interior de Minas Gerais, o clima de tensão dá espaço a uma rápida mobilização do governo federal. No próximo sábado, 28 de fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de ministros, deverá sobrevoar as regiões mais atingidas da área sudeste do estado para entender de perto o que aconteceu e quais medidas já estão em curso para enfrentar a crise. Além do visual aéreo, a presença do chefe do Executivo sinaliza apoio direto aos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, os mais castigados pelos deslizamentos e pelas inundações.
Principais pontos:
- Local de atuação: Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa.
- Número de vítimas: 68 mortos, com a maioria em Juiz de Fora (62) e Ubá (6).
- Agenda prevista: sobrevoo das áreas críticas e encontro com autoridades municipais, na sede da prefeitura de Juiz de Fora.
- Apoio federal: promessa de ações de assistência para reforçar os esforços de socorro e reconstrução.
O cenário de emergência permanece grave. Segundo o último boletim da Defesa Civil de Minas Gerais, a região conhecida como Zona da Mata registra o saldo preocupante de vidas perdidas, com Juiz de Fora concentrando a maior parte das vítimas. A cidade, que tem lembranças marcadas pela devastação recente, será o eixo da reunião entre o presidente e as autoridades locais.
Já em contato direto com a administração local, Lula tratou rapidamente de medidas de apoio. Em conversa telefônica com Margarida Salomão, prefeita de Juiz de Fora, o presidente garantiu o envio imediato de auxílio federal para enfrentar a tragédia, reforçando o contato entre governo estadual e federal para coordenar a resposta à população. No dia a dia, esse tipo de articulação costuma acelerar a liberação de recursos, a mobilização de equipes de defesa civil e a instalação de estruturas de apoio às famílias desabrigadas ou vulneráveis.
Na prática, a visita busca não apenas entender a dimensão do impacto, mas também sinalizar que a recuperação está no radar público com resposta rápida. No fim das contas, cada ação tem o objetivo de reduzir o sofrimento de quem enfrenta as consequências das cheias e deslizamentos, além de planejar caminhos para a reconstrução e a retomada das atividades locais. E, mais do que números, o olhar está voltado para quem luta para voltar à normalidade.