EUA atacam alvos do EI na Síria; o que se sabe

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EUA atacam alvos do grupo Estado Islâmico na Síria; o que se sabe

Donald Trump ordenou a ação em retaliação ao ataque mortal do grupo Estado Islâmico contra forças americanas na Síria, em 13 de dezembro.

Em uma ofensiva coordenada, os Estados Unidos e forças parceiras realizaram ataques em larga escala contra alvos do Estado Islâmico (EI) no território sírio, conforme anúncio do Centcom. O ataque ocorreu no sábado, 10 de janeiro de 2026, em um esforço para reforçar a luta contra o terrorismo e proteger as tropas americanas e os parceiros da região. A iniciativa faz parte de uma resposta planejada para desarticular estruturas do EI e reduzir sua capacidade de agir na área.

A operação, batizada pela defesa norte-americana de Operação Hawkeye Strike, surge como retaliação ao ataque mortal do EI contra forças americanas na Síria em 13 de dezembro, em Palmira. Segundo o Centcom, a ideia é demonstrar que Washington não tolera ataques contra seus combatentes e que manterá a presença de tropas na região com o objetivo de impedir que o grupo se reestabeleça ou amplie seus tentáculos na área.

Como parte da ofensiva, o Centcom destacou a contundência do engajamento: foram disparadas mais de 90 munições de precisão contra mais de 35 alvos, em uma operação que envolveu mais de 20 aeronaves. Entre as plataformas citadas pelos militares, houve participação de caças e aviões de apoio de diferentes desdobramentos, incluindo F-15Es, A-10s, AC-130Js, MQ-9s e F-16s — com contribuição de aeronaves jordanianas. No terreno, as autoridades não esclareceram a localização específica dos ataques nem o balanço de baixas.

Antes mesmo das ofensivas de sábado, as forças americanas já tinham registrado ações decisivas contra o EI: foram quase 25 membros do grupo mortos ou capturados em 11 missões entre os dias 20 e 29 de dezembro, como parte da mesma Operação Hawkeye Strike.

Já em 19 de dezembro, uma operação considerada “massiva” mobilizou caças, helicópteros de ataque e artilharia para mirar o EI em locais no centro da Síria, atingindo mais de 70 alvos. A Centcom informou que aquela ofensiva empregou mais de 100 munições de precisão para atingir infraestrutura crítica e pontos de armazenamento de armamentos reconhecidos do EI, marcando uma fase de pressão contínua sobre o grupo na região.

No fim das contas, os desdobramentos da Hawkeye Strike reforçam a presença estratégica dos EUA na Síria e a determinação de impedir que o EI ganhe fôlego novamente. Para o público em casa, a pergunta que fica é simples: o que muda na prática para quem convive com esse território em conflito? A resposta aponta para uma continuidade de operações de vigilância, reação rápida e ações de alto impacto quando surgem novas ameaças, mantendo a pressão mês a mês sobre organizações extremistas e a cooperação com aliados na região.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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