Seis meses preso, Bolsonaro traça estratégia para fortalecer o PL e mirar o STF
O negócio de Jair é assegurar algumas posições para a família na folha de pagamentos do Legislativo e garantir 42 votos fiéis no Senado
Completando seis meses sob custódia, Jair Bolsonaro desenha um mapa político para o PL que pode redefinir o jogo dentro do Congresso. No centro da estratégia está a nomeação de um dos filhos como candidato presidencial, acompanhada de candidaturas para diversos membros da família em diferentes estados.
Na prática, o objetivo é consolidar uma bancada com 42 votos no plenário do Senado, suficiente para pressionar o STF com pedidos de impeachment em 2027. A leitura sugere que essa frente seria parte de uma estratégia de reação à condenação recente, estruturada para manter o grupo ativo no centro do poder.
Entre os passos anunciados, está a decisão de alinhar candidaturas para a família: Michelle Bolsonaro em Brasília; Rogéria, ex-mulher, no Rio de Janeiro; Carlos Bolsonaro e Jair Renan em Santa Catarina; e Eduardo Bolsonaro em São Paulo. Esse conjunto visa ampliar a presença familiar na folha de pagamentos do Legislativo e fortalecer o controle sobre as cadeiras públicas.
- Michelle Bolsonaro — Brasília
- Rogéria (ex-mulher) — Rio de Janeiro
- Carlos Bolsonaro — Santa Catarina
- Jair Renan Bolsonaro — Santa Catarina
- Eduardo Bolsonaro — São Paulo
Além disso, a estratégia aponta para a formação de uma bancada aliada com 42 votos no Senado, o que, na prática, poderia deixar os juízes do STF cercados por pedidos de impeachment em 2027. O projeto também envolve a mobilização de recursos públicos para financiar candidaturas alinhadas ao grupo, com previsão de acesso a um orçamento considerável, descrito como bilhão de reais.
Em termos de cenários eleitorais, o retrato aponta para uma liderança competitiva de Flávio Bolsonaro. Em algumas leituras, ele chega a 35% das intenções de voto, próximo aos 40% de Lula, o que sugere um campo aberto, sem tendência consolidada, mas com potencial de oscilações ao longo das próximas etapas de campanha.
No dia a dia, o pai continua dedicado a traçar esse mapa estratégico, mesmo com viagens ao exterior que ocupam parte de seu tempo. Enquanto isso, o exercício de leitura do cenário politico continua envolvendo aliados próximos, conversas com bases e o desafio de manter o foco no objetivo maior: sustentar a influência da família no Legislativo e, quem sabe, ampliar o espaço de atuação nos próximos capítulos da corrida eleitoral.