Economista comenta sobre Dario Durigan: ministro menos visível

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Ministro mais apagado, diz economista sobre Dario Durigan

A maioria concorda que Durigan não deve permanecer ministro numa eventual reeleição de Lula

Uma reforma silenciosa, mas com peso nos bastidores. A nomeação de Dario Durigan para o Ministério da Fazenda é encarada por economistas como uma escolha técnica e de continuidade, sem oferecer abalos imediatos no mercado. A aposta é por um perfil discreto, que preserve a agenda já traçada, com sinais de transição e prazo definido. No dia a dia, a ideia é manter o time funcionando, sem abrir espaço para surpresas bruscas.

Para Bruno Perri, economista e sócio da Fórum Investimentos, a mudança não deve mexer muito com os mercados. O nome carrega um perfil técnico — e isso, no histórico brasileiro, dificilmente é visto como problema, mesmo sem formação direta em economia. A leitura dele aponta para uma transição que não buscaria rupturas, mas sim a continuidade da linha vigente.

Continuidade é a palavra-chave, especialmente quando o tema envolve ciclos eleitorais. Perri lembra que trocas como essa costumam vir atreladas a essa ideia: manter o rumo para não desorientar o mercado e o Congresso. Não é o momento para guinadas bruscas ou experiências. A expectativa é de alguém que funcione mais como fiador da agenda do que como protagonista de profundas mudanças estruturais.

Há também uma aposta clara sobre o estilo. Durigan, segundo o economista, deve aparecer como um ministro menos vocal do que o ex-ministro Haddad. Sair amostra de um perfil político com presença pública marcante e interlocução ativa para abrir espaço a alguém mais discreto, com atuação técnica e menos exposição — uma combinação que, em certos momentos, pode soar bem aos olhos do mercado.

Pouco tempo de leitura? Pode ser. O horizonte, de fato, parece curto. Perri avalia que não é provável que Durigan permaneça no cargo em um eventual segundo mandato do presidente Lula. O histórico do chefe do Executivo, lembra ele, tende a favorecer ministros com forte capacidade de articulação política e diálogo com o Congresso.

No fim das contas, a leitura dominante é de uma nomeação com prazo e missão bem definidos. Durigan chega para cumprir um papel de transição — mantendo a casa em ordem até que o jogo político volte a exigir nomes mais afeitos ao embate e à negociação.

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Jornalista

André Santos

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