Dirceu defende ditadura venezuelana e chama os governadores traidores

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José Dirceu defende ditadura da Venezuela e chama governadores brasileiros de traidores

Para ex-ministro de Lula, Estados Unidos querem transformar América Latina em colônia

Em um vídeo divulgado nas redes, José Dirceu (PT) afirma defender o regime ditatorial da Venezuela e rebate governadores da oposição no Brasil que celebraram o bombardeio de território venezuelano e a prisão de Nicolás Maduro. Segundo o ex-ministro, o presidente venezuelano e sua companheira foram sequestrados pelas forças americanas, e isso, para ele, mostra o quanto a intervenção externa molda a região. Não seria esse o caminho que queremos para a nossa história?

Na visão de Dirceu, a intervenção dos Estados Unidos não fica apenas no papel: a América Latina passaria a ser tratada como colônia, com decisões que mexem no destino político e nos recursos naturais de cada país. A fala, recheada de críticas ao que ele chama de ingerência externa, surge em meio a uma sequência de mensagens que ele descreve como uma nova ordem para o continente.

O ex-ministro também cita nomes de governadores que, segundo ele, manifestaram apoio à chamada “guerra” desencadeada pelos EUA contra a Venezuela. Tarcísio de Freitas, o governador de São Paulo, Romeu Zema, de Minas Gerais, Ronaldo Caiado, de Goiás, e até o político conhecido apenas como Ratinho teriam endossado essa posição, mesmo diante da leitura internacional de que a situação venezuelana envolve múltiplas leituras políticas. No cotidiano, a pergunta que fica é: até onde vai essa adesão e o que isso representa para o seu voto?

Na gravação, Dirceu também comenta como tem visto o desdobramento no cenário venezuelano. No fim de semana anterior, quando forças americanas realizaram uma operação para deter Maduro, alguns governadores — também proponentes de candidatura presidencial — teriam comemorado o fim do regime chavista. Tarcísio, por exemplo, chegou a dizer que Maduro ficou no poder apenas por conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamá-lo de “companheiro” — uma leitura que acentua o atrito entre elites regionais e a narrativa externa.

Apesar de não mencionar explicitamente o pedetista, o trecho exibido na gravação traz imagens de Lula ao lado de Maduro em 2023, abrindo a discussão sobre relações entre lideranças latino-americanas. No texto de Dirceu, fica clara a ideia de que a cooperação entre governos vizinhos não é simples, e que a pressão internacional pode reconfigurar votos, alianças e até o equilíbrio de poder nos palcos nacionais.

No decorrer da fala, Dirceu reforça a crítica a quem, segundo ele, se deixa levar pela lógica de interferência estrangeira: “Não vamos decidir o nosso destino político, nem o destino das nossas riquezas naturais, do nosso futuro”. O tom é claro: para ele, a soberania econômica e política estaria em jogo, e o Brasil não pode ignorar esse movimento global de reconfiguração geopolítica. Além disso, o ex-deputado federal acusa os governadores de traição por seus posicionamentos ao longo dessa crise.

Entre o conjunto de falas, há também um recorte sobre o que vem pela frente. A Venezuela, segundo Dirceu, já sinaliza uma vitória ideológica para a esquerda, e ele sugere que a região tem uma encruzilhada pela frente em termos de alinhamento internacional e de futuro democrático. E, no meio dessa discussão, surge a provocação: o que isso muda, de fato, para o leitor comum que vive o dia a dia de empregos, contas e prioridades familiares?

Por fim, a fala de Dirceu é entrelaçada com as considerações de outros líderes da região, mantendo vivo o debate sobre a relação entre EUA, governos locais e o futuro da integração latino-americana. No fechamento, a menção de que a luta pela presença de políticas mais independentes pode redefinir o cenário político no Brasil ao longo de 2026 serve como lembrete de que o leitor não está imune a esses contornos globais, mesmo que a pauta pareça distante.

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Jornalista

André Santos

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