Desafios da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageia Lula

Ouvir esta notícia

Os percalços da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageia Lula

Seu enredo é “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”

Na contagem regressiva para o Carnaval, a Acadêmicos de Niterói chega ao cenário principal como uma das grandes estreantes do samba. A escola abre o desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro no domingo de folia, dia 15, com início previsto para as 22h, apresentando um ritual que reúne 25 alas, 5 carros alegóricos e aproximadamente 3.100 componentes. O enredo, centrado na ideia de que “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, promete conduzir a narrativa de forma sólida, conectando tradição e atualidade.

Ainda que acrescente brilho e ambição, a escola busca, na prática, consolidar identidade, história e comunidade próprias, navegando pelo desafio de se firmar entre as grandes com uma linha editorial clara e sensível.

A trajetória da agremiação começa em 2018, quando sambistas, dirigentes e carnavalescos de Niterói (RJ) se uniram com o objetivo de criar uma escola com traços próprios, alinhada à cultura popular local e ao fortalecimento do Carnaval fora do eixo tradicional da capital. Para construir sua autonomia, a Acadêmicos de Niterói assumiu, em 2022, os direitos de desfile da Acadêmicos do Sossego, abrindo caminho para competir nos desfiles oficiais do Grupo de Acesso do Carnaval do Rio. Na prática, a Sossego abriu mão da vaga — algo equivalente a “comprar” a vaga e o CNPJ de outra instituição já existente, possibilitando a Niterói entrar em cena com independência.

A instituição já nasceu com o objetivo de se organizar de modo profissional, investindo em planejamento, estrutura e enredos de forte apelo social. Em seus primeiros anos, a escola mostrou protagonismo nos grupos de acesso, alcançando resultados rápidos e consolidando seu nome como uma nova força do samba, até alcançar espaço de destaque na marquês de Sapucaí no ano anterior, em enredo que exaltava a diversidade cultural do Nordeste. No dia a dia, essa postura de planejamento e inovação continua a moldar o caminho da agremiação.

  • 25 alas
  • 5 carros alegóricos
  • 3.100 componentes
  • Enredo dedicado a Lula, o operário do Brasil

No fim das contas, o que está em jogo não é apenas a chance de vencer uma escola no Carnaval, mas a construção de uma identidade que dialogue com moradores,Ruby de Niterói e fãs do samba. Mas o que isso muda na prática para quem acompanha o Carnaval carioca? A resposta pode estar no ritmo, nas cores e na força de uma comunidade que busca revelar, a cada desfile, a história de uma cidade que veste samba como expressão de futuro.

O que achou deste post?

Jornalista

Fernanda Costa

AO VIVO Sintonizando...