Quadro de Bolsonaro é grave, afirma médico particular do ex-presidente
Bolsonaro segue internado no Hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia bacteriana bilateral
O ex‑presidente Jair Bolsonaro continua recebendo atendimento médico, e o parecer de Brasil Caiado, o cardiologista que acompanha o caso, é categórico: o estado de saúde dele é grave. A confirmação veio após avaliação do quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, condição que demanda vigilância constante e tratamento criterioso, sobretudo diante de histórico de outras doenças.
Segundo o médico, o conjunto de comorbidades presentes – entre elas esofagite, gastrite e refluxo gastroesofágico – torna o quadro atual o mais grave e o mais acentuado entre os episódios enfrentados pela equipe até aqui. É um panorama que exige leitura atenta dos sinais, pois a infecção pode evoluir rapidamente.
O profissional ressaltou um indicador específico que costuma sinalizar a gravidade da infecção: a procalcitonina. Em palavras dele, esse marcador sobe mais fortemente em infecções graves; na primeira coleta, ele mostrou um aumento expressivo, sinalizando a intensidade da situação pulmonar.
No que diz respeito a fatores logísticos, Caiado disse que a demora entre o retorno dele para o hospital, de onde parte a urgência para o tratamento, não foi determinante para o estado atual. “A gravidade, na prática, está associada à agressão direta da bactéria no pulmão”, explicou, destacando que o problema não depende apenas do tempo de deslocamento, mas da própria dinâmica da infecção.
De modo geral, a leitura clínica aponta para um cenário de internação que reforça a necessidade de acompanhamento próximo e de ajustes terapêuticos contínuos. Além disso, a avaliação do médico tem como norte compreender a evolução clínica diária e, assim, guiar as próximas etapas do tratamento.