CPAC: F. Bolsonaro compara pai com Trump e liga Lula a Maduro e PCC

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No CPAC, Flávio Bolsonaro associa pai a Trump e vincula Lula a Maduro e ao PCC

Discurso em Dallas incluiu paralelos entre Bolsonaro e Trump, críticas a Lula e pedido de atenção internacional às eleições brasileiras

No sábado, o senador Flávio Bolsonaro discursou na CPAC realizada em Dallas, consumindo cerca de 15 minutos de fala em inglês, com leitura por teleprompter. Ele traçou paralelos entre a situação jurídica de Jair Bolsonaro e a de Donald Trump, dirigiu críticas ao governo Lula e pediu que a comunidade internacional acompanhe as eleições brasileiras de outubro.

O momento teve o toque familiar: o irmão, Eduardo Bolsonaro, o apresentou, descrevendo-se como “ex-deputado federal em exílio”. Antes do discurso, Eduardo gravou um vídeo afirmando que mostraria ao pai o que estava por vir.

Logo no início, Flávio projetou imagens de Jair Bolsonaro ao lado de Trump na Casa Branca, em 2019, de uma participação na CPAC em 2023 e de momentos de prisão e internação. Ao comentar as cenas, ele disse que “a acusação formal contra Jair Bolsonaro é similar àquela com que o presidente Trump enfrentou: insurreição”, mencionando que já teriam tentado assassiná-lo. “E agora ele está na prisão”, completou, para acrescentar: “Nós brasileiros ainda estamos lutando.”

Na sequência, o filho do presidente alvo críticas ao governo de Lula e projetou ao lado de Nicolás Maduro, prendendo a atenção em uma imagem com o líder venezuelano. Chamou o petista de “socialista condenado por corrupção” e sustentou que o governo brasileiro teria atuado para impedir que o PCC e o CV fossem classificados como organizações terroristas nos Estados Unidos, sem apresentar provas.

O discurso ainda mencionou a Venezuela, destacando que o governo brasileiro não reconheceu o resultado da eleição presidencial mais recente naquele país, realizada em 2024, e cobrou transparência do processo eleitoral venezuelano.

Flávio citou o caso de Darren Beattie, funcionário do Departamento de Estado dos EUA, cuja visto foi cancelado após solicitar visita a Jair Bolsonaro na prisão, e disse que “o Brasil agora está expulsando diplomatas americanos.”

Em outro trecho, mencionou que Lula teria feito lobby pesado com conselheiros americanos para evitar que os dois maiores cartéis de drogas do Brasil — PCC e CV — fossem classificados como organizações terroristas.

No desfecho, Flávio pediu que Estados Unidos e outros países acompanhem o processo eleitoral brasileiro. “Meu apelo aqui é este: observem a eleição do Brasil com enorme atenção”, destacou, acrescentando que deveriam aplicar pressão diplomática para que as instituições funcionem de forma adequada. Ele negou, contudo, qualquer intenção de pedir interferência externa, criticou o governo de Joe Biden e garantiu que a oposição vencerá se houver liberdade de expressão e apuração correta dos votos. Ao encerrar, afirmou que pretende retornar ao evento no próximo ano, já mirando a presidência do Brasil.

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Jornalista

Lucas Almeida

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