Eduardo Bolsonaro reage após Trump retirar Moraes da Magnitsky

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Eduardo Bolsonaro reage à decisão de Trump de retirar Moraes da Magnitsky: “Deus tenha misericórdia do povo brasileiro”

Deputado afirma ter recebido com peso a ação dos EUA e aponta grave crise de liberdades no Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou, nesta sexta-feira, 12, uma nota na qual afirma ter recebido com peso a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e a sua esposa da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Em publicação no X, ele afirma que “Deus tenha misericórdia do povo brasileiro” e disse que a sociedade brasileira perdeu uma janela de oportunidade para enfrentar seus próprios problemas estruturais.

Na nota pública, o deputado diz que recebe com pesar a notícia, e agradece o apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e a atenção dedicada à grave crise de liberdades que, segundo ele, assola o Brasil. Moraes foi sancionado pelo governo americano no dia 30 de julho deste ano, em meio a pressões para que ele recuasse no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de chefiar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado.

A Lei Magnitsky impõe sanções financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos. O instrumento legal está à disposição do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e, até o momento, nunca havia sido utilizado contra membros do Poder Judiciário. O governo americano ainda não publicou a justificativa formal para retirar Moraes e a sua esposa da lista de sancionados.

Em julho, o Departamento de Tesouro dos EUA firmou que “o objetivo final das sanções não é punir, mas promover uma mudança positiva de comportamento”. A gestão Trump puniu Moraes por, segundo a comunicação oficial, considerar que ele promovia uma caça às bruxas contra Bolsonaro e seus apoiadores, conforme declarou o próprio presidente dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, repetiu o discurso de Trump para justificar a punição e afirmou que Moraes esteve envolvido em ações que, segundo a administração, violam direitos humanos, com detenções arbitrárias e perseguição política.

No dia a dia, esse desenlace remete a um debate maior sobre como instrumentos como a magnusky podem ser usados em contextos de relações internacionais, liberdades civis e a dinâmica entre Brasil e Estados Unidos. E você, o que acha que isso pode significar para o cenário político brasileiro daqui para frente?

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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