Trump ligou para a tripulação da Artemis 2 e comentou ter salvado a NASA
Presidente dos EUA sinalizou que vai receber os astronautas na Casa Branca após o retorno, enquanto a missão avança no espaço
Na noite de segunda-feira, a Artemis 2 somou mais um marco ao seu histórico ao alcançar uma distância sem precedentes para uma missão tripulada. Pouco depois, a tripulação da cápsula Orion recebeu uma ligação de cerca de 12 minutos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma conversa que misturou elogios à façanha com lembranças da atuação política que ele teve à frente da NASA. Os quatro astronautas a bordo mostraram uma mistura de foco e cortes de comunicação, alternando momentos de resposta rápida e pausas, em meio a um cenário inédito de diálogo entre a equipe e o líder do país.
No decorrer do bate-papo, o mandatário ressaltou o papel da missão para o orgulho nacional, ao mesmo tempo em que não deixou de destacar sua própria gestão da agência espacial. Em meio aos elogios, ele fez referências a decisões tomadas no passado sobre o destino da NASA, enfatizando que chegou a um ponto de decisão crucial, com a ideia de manter a agência em funcionamento. Em seguida, deixou claro que investiu os recursos necessários para manter os planos em marcha. Na prática, o tema serviu para alinhavar o tom de apoio à exploração, mesmo diante de pressões orçamentárias.
A conversa, que também devolveu à tona o debate sobre o orçamento da NASA, trouxe à tona oscilações entre planos ambiciosos e reduções propostas. Ao longo de 2025, já no início do segundo mandato, a Casa Branca sugeriu uma redução de cerca de um quarto no aporte normal à agência. A ideia, que gerou críticas entre especialistas e reacendida em esforços no Congresso, acabou sendo contrabalançada por uma aprovação de orçamento mais robusta, em torno de US$ 24,4 bilhões. E, para os próximos passos, o ritmo de cortes não recua: apenas três dias após o lançamento da Artemis 2, uma nova proposta para 2027 previa reduções ainda maiores, na casa dos 23%.
Durante o diálogo, o presidente também enalteceu o papel da cooperação internacional, trazendo à tona a participação de outros países no programa. O destaque foi para o astronauta canadense Jeremy Hansen, que reforçou a ideia de iniciativas conjuntas como parte natural de uma liderança americana em projetos compartilhados no espaço. Em meio ao bate-papo, surgiram curiosidades de bastidor, como a menção repetida de uma amizade com o ex-jogador Wayne Gretzky, o que acabou virando um ingrediente inusitado da conversa. Em um momento, a ligação sofreu uma pausa longa, encerrada apenas com uma checagem técnica conduzida pela liderança da missão. O comandante Reid Wiseman confirmou rapidamente o retorno do contato: “Sim, senhor presidente, recebemos a sua mensagem.”
Entre uma reflexão e outra, Trump anunciou que pretende convidar a tripulação para uma recepção na Casa Branca após o retorno à Terra e, com humor, admitiu que pediria autógrafos, algo incomum para ele. “Quero receber a equipe na nossa casa, e sim, pode ser que eu peça um autógrafo — vocês merecem esse reconhecimento”, brincou o presidente, em tom que misturou leveza com oficialidade.
A resposta da equipe chegou com o piloto Victor Glover, que expressou emoção com a experiência compartilhada: foi uma honra indescritível participar de uma jornada que se tornou possível graças ao esforço coletivo do povo americano e, especialmente, à parceria com o Canadá. A fala foi didática ao lembrar que a missão não é apenas um feito tecnológico, mas também um símbolo de cooperação entre nações, com impactos diretos na motivação de quem acompanha a NASA.
Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2, que acompanha cada manobra, cada decisão e cada desdobramento dessa viagem que captura a imaginação do público.