Eduardo Bolsonaro grava vídeo para o pai durante conferência da direita, enquanto Moraes restringe o celular
Meetup internacional da direita, gravação com celular e decisões do STF sobre prisão domiciliar marcam o fim de semana
Durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos, o ex‑deputado Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) apareceu com um celular na mão para registrar uma breve declaração. O momento ocorreu antes do discurso do irmão Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e, segundo ele, tinha o objetivo de mostrar ao pai, Jair Bolsonaro, que o líder do movimento não pode ser impedido por medidas consideradas injustas.
A prática de filmar fazia parte de uma mensagem direta ao Brasil, na qual Eduardo afirmou que o registro serviria para enfatizar que não se pode prender ou silenciar quem lidera o movimento sem justificativas cabais. Além disso, o momento gerou curiosidade sobre o que isso representa para a percepção pública do panorama político atual.
Da parte jurídica, o ministro Alexandre de Moraes autorizou uma mudança significativa no regime de Jair Bolsonaro, que passou a cumprir prisão domiciliar humanitária temporária, por motivos de saúde, com duração inicial de 90 dias, a contar da alta médica. A medida é sujeita a reavaliação pelo STF ao longo do período.
Entre as limitações impostas, Moraes proibiu o uso de telefone, celular ou qualquer dispositivo que permita contato com o exterior, direta ou indiretamente, inclusive por meio de terceiros. Mesmo em visitas autorizadas, os aparelhos precisam ficar com a polícia antes da entrada, como parte das regras de segurança e monitoramento.
Quanto à logística familiar, os filhos que não moram com o pai podem visitá‑lo apenas em horários pré‑estabelecidos: quartas‑feiras e sábados, das 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h. No final de semana, porém, Moraes negou um pedido da defesa para ampliar esse espaço de convivência, em uma tentativa de liberar mais o acesso aos filhos.
No despacho, o ministro ressaltou que o descumprimento das regras da prisãndia domiciliar ou de qualquer medida cautelar pode resultar na revogação do benefício e no retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário, ao hospital penitenciário. No dia a dia, a decisão sinaliza o cuidado com a aplicação de medidas restritivas em casos sensíveis, envolvendo figuras da atual cena política.
No conjunto, o episódio revela como o cenário político continua a acompanhar de perto os desdobramentos das ações legais envolvendo lideranças da direita, com a CPAC servindo de palco para manifestações e declarações que geram repercussão em todo o país.