Heloísa Helena diz que não busca aprovação de ninguém

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Não busco aceitação de ninguém, afirma Heloísa Helena

Deputada da Rede assume mandato durante suspensão de Glauber Braga e sinaliza que não se alinhará ao governo Lula

Ao retornar à Câmara para ocupar a vaga deixada por Glauber Braga, que ficou suspenso por seis meses em decisão do plenário, a deputada Heloísa Helena já deixou claro que seu propósito não é agradar aliados nem se alinhar automaticamente ao Palácio do Planalto durante seu curto mandato. Ela afirmou que chega ao Parlamento com uma missão séria, independente de qualquer controle de poder.

Nunca estive aqui para ser amiga de ninguém. Estou aqui por apenas seis meses, e não busco amizades nem aceitação de qualquer pessoa. Minha obrigação é cumprida com a rigidez que considero necessária, mantendo meu coração voltado às crianças, aos enfermos e às minhas netas. Não quero vínculos pessoais, já tenho amigos o bastante, resumiu, ao ser questionada sobre eventual alinhamento ao governo federal.

No primeiro discurso no plenário, a parlamentar deu sinais de que não pretende aproximar-se do PT nem de oponentes no governo. Ela afirmou já ter enfrentado derrotas nas urnas por supostos conluios palacianos e prometeu atuar sem conciliação com o governo federal em situações de o que chamou de traição de classe. Ao Radar, Heloísa brincou para acalmar colegas incomodados com seu retorno: “Minha passagem é rápida, mas não sou brisa suave — sou filha da tempestade, ainda bem”.

A deputada também negou que aliados tenham articulado para sustentar seis meses de mandato para ela, dizendo que só teve um contato tranquilo com Glauber Braga. “Fiquei mais tranquila quando ele falou comigo; foi triste ver a suspensão de um mandato legítimo de um deputado combativo, mas ele saiu vitorioso, ao derrotar a posição que cassava direitos políticos por anos”, avaliou.

No dia a dia, promete acompanhar de perto as emendas parlamentares e eventuais esquemas envolvendo recursos destinados às bases eleitorais. “Todos os canalhas da política foram alimentados por Executivos, inclusive por aqueles que se diziam progressistas. Eles são insaciáveis e sempre acabam sobrando para o povo”, completou.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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