PM canadense apoia excluir Andrew da sucessão real britânica

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Primeiro-ministro canadense apoia exclusão de Andrew da linha de sucessão real britânica

Ex-príncipe perdeu os títulos reais no ano passado após documentos que apontam sua ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein serem divulgados

No sábado, 7 de março de 2026, o primeiro-ministro do Canadá externou uma posição que ganha força no cenário internacional: o ex-príncipe Andrew deveria deixar a linha de sucessão britânica, após o surgimento de documentos que indicam uma ligação com o crime sexual Jeffrey Epstein. A declaração veio acompanhada de uma avaliação contundente sobre o comportamento dele, descrito como deplorável pelos interlocutores, refletindo a pressão de várias comunidades para reformular a ordem real.

O movimento do Canadá dialoga com sinais dados por outros países da Commonwealth. Além da Austrália e da Nova Zelândia, setores políticos também manifestaram desejo de ver Andrew fora da linha de herdeiros. Mesmo após a perda formal de títulos, o ex-príncipe continua ocupando a oitava posição na linha, ainda sob a coroa de Charles III, que permanece no trono.

O próprio Andrew já perdeu os títulos no ano anterior e, desde então, tem negado as acusações que pesam contra ele. No âmbito jurídico, destaca-se que Virginia Giuffre afirmou ter sido vítima de tráfico sexual em três ocasiões envolvendo o príncipe, com a primeira ocorrência em 2001; ela faleceu no ano passado. Em 2022, Andrew assinou um acordo em um processo civil movido nos Estados Unidos pela Giuffre, sem admitir qualquer irregularidade.

Para que haja qualquer mudança na linha de sucessão, o Reino Unido precisaria obter a anuência dos demais 14 reinos da Commonwealth que reconhecem Charles III como chefe de Estado, incluindo o Canadá. Há, de fato, um processo previsto para isso, mas a leitura de Carney aponta para um caminho complexo, com várias etapas e consensos necessários.

Existe um processo para isso, mas acredito firmemente que o comportamento deplorável de Andrew — que o levou a perder seus títulos — exige sua remoção da linha de sucessão”, disse o premiê a repórteres durante a visita a Tóquio. A fala contextualiza uma posição que ganha força entre aliados da monarquia, mas que ainda depende da concordância entre os reinos da Commonwealth.

O ex-príncipe, desde a perda dos títulos reais, mantém a defesa de sua inocência. Os relatos de Giuffre sobre tráfico sexual, ainda que contestados pela defesa, fizeram parte de um debate público intenso sobre conduta de figuras próximas à monarquia. Em 2022, o acordo civil nos Estados Unidos não reconheceu irregularidades específicas por parte de Andrew, mas também não eximiu completamente as controvérsias que cercam o caso.

No dia a dia, as mudanças na linha de sucessão dependem de acordos políticos entre os 14 reinos da Commonwealth que reconhecem Charles III. Na prática, o tema segue em pauta, alimentando debates sobre limites de conduta de membros da realeza e impactos institucionais, com leitores atentos aos desdobramentos.

  • Contexto que move o debate: documentos ligados a Epstein.
  • Posição de Canada e de outras nações da Commonwealth em relação à linha de sucessão.
  • Desdobramentos legais e políticos que podem reduzir ou manter a posição atual de Andrew.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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