Lula é convidado por Trump ao ‘Conselho de Paz’ em Gaza segundo fontes

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Lula é convidado por Trump para participar do “Conselho de Paz” de Gaza, dizem fontes

O presidente Lula recebeu um convite do presidente Donald Trump para integrar o chamado Conselho de Paz, iniciativa associada a uma governança temporária em Gaza, conforme relatos de três fontes do governo brasileiro.

No cenário internacional, a notícia chega acompanhada de detalhes que já estão rendendo conversas no Palácio do Planalto e na embaixada brasileira em Washington. O convite teria chegado na última sexta-feira à Embaixada do Brasil em solo norte-americano, segundo uma das fontes ouvidas pela reportagem. Além disso, já há expectativa de que o tema seja levado a Lula para um debate na próxima segunda-feira, o que sinaliza a urgência de alinhar posições da liderança brasileira com a atual equipe de Washington.

Na prática, o objetivo do Conselho de Paz seria supervisionar uma governança temporária de Gaza, operando sob um cessar-fogo que persiste há meses, ainda que de modo instável. A iniciativa parece mirar uma coordenação de ações em torno de uma saída diplomática para o conflito, com avaliações contínuas sobre como avançar rumo a um acordo mais estável e duradouro. No dia a dia, isso representa um cenário de alta complexidade para o qual o Brasil é convidado a se posicionar de forma cuidadosa e estratégica.

Entre os nomes já sinalizados como parte do plano divulgado pela Casa Branca, constam o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial do presidente Trump, Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o genro de Trump, Jared Kushner. A liderança do Conselho fica com Trump, segundo o esquema apresentado pela Casa Branca em outubro passado.

De acordo com quatro fontes, outras lideranças de peso também estariam entre os convidados, incluindo representantes da França, Alemanha, Austrália e Canadá. A ideia é reunir um grupo diverso para, junto aos Estados Unidos, acompanhar a governança temporária de Gaza e contribuir com caminhos que possam propiciar um cessar-fogo mais estável e, quem sabe, uma solução de longo prazo para a região.

Ainda segundo as informações disponíveis, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou ter recebido o convite para integrar a iniciativa, classificando a proposta como uma honra. Esse detalhe evidencia o alcance diplomático da iniciativa, que busca atrair diferentes blocos e perspectivas para lidar com um tema tão sensível e de impacto global.

No fim das contas, o que importa para o público é entender que o movimento envolve um cenário de cooperação internacional para lidar com Gaza, com a participação de nomes de peso no tabuleiro mundial e uma leitura ainda incerta sobre como isso poderá se transformar em ações concretas no curto prazo. Como isso afeta a relação do Brasil com os Estados Unidos e com a região, e quais compromissos o governo brasileiro estará disposto a assumir publicamente? Essas perguntas vão ganhando contornos à medida que as conversas avançam e novos detalhes aparecem no radar das editorias de política externa.

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Jornalista

André Santos

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