Ibovespa cai após pico histórico e mercado analisa inflação de janeiro

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Ibovespa recua após máxima histórica e mercado avalia inflação de janeiro

Investidores monitoram dados do IPCA, falas de Haddad e agenda de balanços no Brasil e no exterior

O pregão brasileiro começou em queda, com o Ibovespa recuando 185.342 pontos, após encerrar o dia anterior acima de 186.000 pontos pela primeira vez. No radar, a inflação ao consumidor de janeiro e as falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ocupam espaço entre os investidores, que digerem esse conjunto de sinais antes de novos números surgirem.

O IPCA registrou alta de 0,33% em janeiro, na comparação com dezembro, repetindo o ritmo do mês anterior. O acumulado em 12 meses ficou em 4,44%. Diante desse quadro, analistas destacam que o investidor busca previsibilidade, proteção patrimonial e ativos com geração de caixa estável, conforme aponta João Kepler, CEO da Equity Group.

Entre as empresas, a Petrobras (PETR4) divulgará, após o fechamento, dados de produção e vendas de petróleo e combustíveis no quarto trimestre e em 2025. Pela manhã, Motiva (MOTV3) e BB Seguridade (BBSE3) realizam teleconferência sobre o resultado trimestral; após o fechamento, Suzano (SUZB3) e TIM (TIMS3) divulgam números.

No campo das finanças, os grandes bancos abriram o pregão em terreno positivo: Banco do Brasil (BBAS3) liderando com 1,09%, Bradesco (BBDC) com 0,81%, Itaú (ITUB4) em alta de 0,70% e Santander (SANB11) em 0,08%. Entre as varejistas, Magazine Luiza (MGLU3) opera em queda de 1,64% e Americanas (AMER3) recua 0,53%, enquanto Lojas Renner (LREN3) avança 0,13%.

No cenário internacional, a atenção se volta para os relatos mensais de emprego e de preços ao consumidor nos Estados Unidos, que foram adiados pela recente paralisação do governo de três dias. Segundo Bruno Yamashita, analista da Avenue, o payroll deverá aparecer amanhã, e ele ressalta que outros dados importantes — como a inflação chinesa e o IPCA brasileiro — também merecem acompanhamento, já que estão conectados a volatilidades globais e à tolerância do Banco Central.

Do lado cambial, o dólar operava em torno de R$ 5,23 na manhã de hoje, enquanto os futuros de Wall Street mostravam leve queda: Dow Jones Futuro −0,05%, Nasdaq Futuro −0,06% e S&P 500 Futuro −0,10%.

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Jornalista

Lucas Almeida

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