Venezuela liberta 80 presos políticos, diz ONG
Sob pressão internacional, governo afirma ter libertado 626 detidos desde dezembro. No entanto, o recorte da Foro Penal aponta números menores e alerta para uma verificação de identidades entre os libertados.
No domingo, 80 presos políticos foram soltos na Venezuela, em um processo que ocorre gradualmente e sob a influência de pressões externas, incluindo os Estados Unidos, segundo a organização não governamental Foro Penal.
O diretor da Foro Penal, Alfredo Romero, destacou que é provável que novas libertaçōes ocorram em breve e que a ONG confirma a identidade dos libertados em todo o território nacional, mantendo um registro cuidadoso dessas últimas liberações.
Já o governo venezuelano afirma ter solto 626 detidos desde dezembro, pouco antes da captura de Nicolás Maduro. A Foro Penal, entretanto, registrava 156 presos políticos soltos até o último sábado, o que revela uma diferença entre as contagens oficiais e as verificação da organização.
A oposição e grupos de direitos humanos criticam a lentidão do processo, enquanto famílias de detidos seguem acampando à frente de prisões na esperança de ver seus entes libertos. No dia a dia, essa é uma história que envolve não apenas números, mas pessoas que aguardam por uma resolução.
A presidente interina Delcy Rodríguez, que antes atuou como vice de Maduro, não indicou datas para as supostas libertaçōes. Ela afirmou que manterá diálogo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos, Volker Türk, solicitando que a ONU verifique a lista de libertados.
No fim de semana, a líder interina disse que governo e oposição devem dialogar para chegar a acordos que promovam a paz, três semanas após a captura de Maduro. Maduro continua sob custódia nos Estados Unidos, sob acusações relacionadas ao narcoterrorismo.
No dia a dia, o tema reforça o quanto a política venezuelana segue sob o olhar internacional e como esse movimento afeta diretamente as famílias que aguardam por respostas.