Receita pede para assumir joias que Bolsonaro tentou vender
Presentes recebidos pela Presidência estão sob custódia da PF
Em meio a uma apuração que envolve peculato e lavagem de dinheiro, a Receita Federal solicitou à Polícia Federal que fique com a custódia das joias recebidas pela Presidência da República, as quais o ex-presidente Jair Bolsonaro vendeu ou tentou vender, conforme apuração da corporação.
A ideia é oficializar a transferência de propriedade dessas peças para a União.
O caso aguarda decisão da Procuradoria-Geral da República e está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, relator da matéria no STF.
A PF encaminhou o pedido ao ministro.
As peças estão reunidas em uma agência da Caixa Econômica Federal, em Brasília, sob custódia da PF.
A Receita não pretende ficar com a posse física, apenas com a responsabilidade sobre os objetos.
Entre as peças, destacam-se itens de alto valor, que contemplam:
- Relógios: Rolex, Chopard e Hublot
- Dois rosários árabes (masbahas)
- Quatro abotoaduras
- Um par de brincos
- Um color
O desdobramento ocorre em meio a um contexto que envolve a checagem formal dos fatos. Segundo informações divulgadas na época, o PF chegou a indiciar Bolsonaro em julho de 2024 por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A PGR vai decidir se valida a investigação da PF e denuncia o ex-presidente ou se manda o caso para o arquivo.
No fim das contas, o que está em jogo não é apenas uma lista de objetos, mas cada passo do processo que envolve patrimônio público, investigações e o futuro de uma denúncia.