Lula celebra acordo Mercosul-UE em meio ao ressurgimento do protecionismo
BRASÍLIA, 23 FEB – Lula elogia o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia durante participação em evento de empresários na Coreia do Sul, destacando os impactos de um cenário de protecionismo global e as apostas do Brasil em novas parcerias.
Em visita a um Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, o presidente Lula deixou claro que o Mercosul-UE não é apenas uma nota de rodapé da política externa: é um marco que pode reverberar na prática para quem atua no mundo dos negócios. Ao longo do discurso, ele lembrou que o ressurgimento do protecionismo não é uma ameaça distópica, mas um desafio real que exige resposta estratégica do Brasil. No dia a dia, isso significa abrir caminhos para mais comércio, investimentos e inovação ao alcance de empresas nacionais e estrangeiras.
O chefe do Executivo reforçou que o Mercosul tem mostrado avanços consistentes nas suas relações comerciais internacionais, com a assinatura do acordo com a União Europeia depois de longos 20 anos de negociação. Segundo ele, a futura zona de livre comércio criada entre os dois blocos representa uma das maiores plataformas de acesso a mercados do mundo, oferecendo previsibilidade, regras mais estáveis e tarifas mais competitivas para exportadores. Além disso, o presidente marcou que esse exemplo de cooperação deve servir de estímulo para novas parcerias, inclusive em países da região, com impactos positivos para o setor produtivo brasileiro.
No seu relato, Lula citou ainda o que chamou de “ponte concreta” entre o Paraguai e outros parceiros, destacando o que aconteceu em janeiro como referência. O acordo firmado naquele mês no Paraguai é apresentado como modelo para impulsionar um eventual tratado entre o Mercosul e a Coreia do Sul, país asiático com quem as negociações para um acordo já estavam em curso, mas com hoje status estagnado desde 2021. Na prática, isso sinaliza que a diversificação de parceiros pode acelerar movimentos que beneficiem o comércio de bens, serviços e tecnologia entre o Brasil e outros mercados estratégicos. E, para não deixar dúvidas, ele reforçou que, embora não tenha citado nominalmente o ex-presidente Donald Trump, há expectativa de um encontro com ele em março para discutir cooperação e oportunidades comerciais.
Na visão do presidente, não basta abrir as portas: é essencial também manter a economia brasileira menos vulnerável a choques externos. Por isso, ele destacou a necessidade de fortalecer a diversificação da base econômica e das relações comerciais como pilares para a resiliência do país diante de uma pressão protecionista global que parece voltar a aparecer. No dia a dia, isso se traduz em oportunidades reais para empresários, trabalhadores e consumidores — maior variedade de produtos, concorrência saudável e, possivelmente, preços mais competitivos. A Coreia do Sul surge justamente como um parceiro estratégico para avançar nesses dois objetivos, conectando o Brasil a uma economia asiática de experiência tecnológica e integração internacional.
Se o recado for visto com atenção, a ideia é clara: a experiência com o Paraguai pode servir de norte para ampliar o raio de atuação do Brasil em negociações com a Coreia do Sul, buscando um acordo que fortaleça relações comerciais e atratividade para investimentos. Entretanto, o caminho não é simples — as negociações exigem um ambiente de negócios estável, previsível e aberto a novas oportunidades de troca. Em todas as falas, Lula deixou explícito que o objetivo é manter o Brasil aberto ao mundo, com foco em produtividade, inovação e empregos.
No fim das contas, a leitura é de uma agenda voltada tanto para o curto quanto para o longo prazo: ampliar acordos que facilitem o comércio, manter o Brasil competitivo e, ao mesmo tempo, cultivar relações que ampliem as opções de mercados para as nossas empresas. E você, leitor atento: como essas mudanças podem mexer no seu dia a dia e nas escolhas de consumo que vemos por aí? Além disso, quais setores você acha que podem ganhar mais com essa nova fase de parcerias internacionais?
- Um marco de livre comércio entre Mercosul e UE com potencial de influência prática para empresas
- Ressurgimento do protecionismo global e a necessidade de diversificação econômica
- Possível impulso para acordos com a Coreia do Sul, ampliando parcerias estratégicas