PF dá protetor auditivo a Bolsonaro para abafar ruído; Carlos critica

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PF fornece protetor auricular a Bolsonaro para abafar ruído de ar-condicionado; Carlos critica

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido na Superintendência da Polícia Federal, recorreu às redes para reclamar que o pai recebeu proteção auricular como forma de mitigar o barulho de um ar-condicionado próximo à sua sala. Segundo o filho, identificado como “02”, o som é intenso e contínuo, e ele defende que as autoridades deveriam trabalhar para eliminar a origem do ruído em vez de apenas oferecer um dispositivo para abafá-lo, rotulado por ele como uma irregularidade. A busca por comentários oficiais ainda ocorreu junto à Polícia Federal.

Conforme relatado por Carlos, além do barulho constante, Bolsonaro também estaria enfrentando uma situação de “privações de descanso” e um ambiente considerado hostil, o que, na visão do ex-deputado, não seria autorizado em nenhum custódia. Em suas palavras, apresentou a defesa de que medidas urgentes deveriam ser adotadas para melhorar as condições de encarceramento do pai.

A situação envolve Jair Bolsonaro, que permanece detido desde o final de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado, com uma pena que totaliza 27 anos e 3 meses em regime fechado. Ao longo das últimas semanas, a família e aliados questionam as condições de saúde associadas à detenção, o que mantém o assunto em pauta de debates públicos.

No âmbito das contestações públicas, o irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chegou a compartilhar um vídeo em que afirma que as condições da prisão de Bolsonaro seriam mais restritivas do que as impostas a Nicolás Maduro, o ex-líder venezuelano detido nos Estados Unidos. Além disso, houve registro de acontecimentos recentes na unidade, como uma queda na cela ocorrida recentemente, seguido de atendimento médico para traumatismo craniano leve. A situação suscitou a reação de setores da sociedade, levando o Conselho Federal de Medicina (CFM) a abrir sindicância, posteriormente anulada, com a determinação de que a instituição prestasse esclarecimentos à Polícia Federal.

Na sequência, a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) informou ter instaurado um procedimento para apurar informações sobre as condições de saúde do ex-presidente, após ofícios encaminhados por representantes do Senado e da Câmara solicitando providências ao órgão. O conjunto de desdobramentos mostra a arena de tensões entre a defesa de Bolsonaro e as instituições responsáveis pela custódia, com desdobramentos que vão além do cotidiano da prisão.

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Jornalista

Fernanda Costa

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