Brasil e Índia firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

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Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos e terras raras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante sua visita ao país. “É notável a evolução india­na em setores de ponta, como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial. Isso cria muitas oportunidades de cooperação com o Brasil e traduz nosso compromisso com uma agenda que coloca a tecnologia a serviço do desenvolvimento inclusivo”, afirmou Lula em coletiva de imprensa conjunta com Modi em Nova Délhi. Notí­cias relacionadas EUA: governadores democratas querem reembolso de impostos de Trump após derrubada das tarifas Trump descarta ação para derrubar regime, mas pede que Cuba “falida” conclua acordo com EUA Trump afirma que o governo dos EUA intervirá para “proteger” o rio Potomac em meio a vazamento de esgoto Segundo o brasileiro, “ampliar os investimentos e a cooperação em energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”.O Brasil possui a segunda maior reserva de minerais críticos e terras raras do mundo, atrás da China.O indiano, que visa reduzir a dependência da matéria-prima de Pequim, celebrou a parceria.”Este é um passo importante para a construção de cadeias de suprimentos resilientes”, disse Modi.Lula frisou ainda os interesses comuns de ambos os governos no cenário geopolítico.”O encontro entre a Índia e o Brasil é de superpotências, não apenas entre as duas maiores democracias do Sul Global”, declarou. Para o líder de Brasília, trata-se do “encontro da farmácia do mundo com o celeiro do mundo; entre uma superpotência digital e uma superpotência de energia renovável”.”Somos dois países com megadiversidades e centros da indústria cultural. Somos dois defensores do multilateralismo e da paz”, destacou Lula.

Em Nova Délhi, o tema ganhou contornos estratégicos que vão muito além de uma simples assinatura de protocolo. O acordo sobre minerais críticos e terras raras marca uma tentativa concreta de ampliar a cooperação entre Brasil e Índia em áreas que hoje definem o mapa tecnológico global. Lula destacou o avanço como um marco que tende a moldar cadeias de suprimentos mais estáveis e menos suscetíveis a choques externos. Além disso, o encontro consolidou uma visão de parceria que busca transformar capacidades nacionais em benefícios compartilhados, principalmente nas áreas de tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial, apontadas pelo presidente brasileiro como setores de ponta com grande potencial de sinergia entre as duas potências.

Brasil guarda a segunda maior reserva mundial de minerais críticos e terras raras, posição que, segundo analistas, se destaca justamente pela presença de recursos estratégicos para a indústria de alta tecnologia. A China permanece na liderança, mas a parceria com a Índia é apresentada como uma alternativa para diversificar fontes e ampliar a autonomia tecnológica. Por outro lado, Modi sublinhou que a Índia busca reduzir a dependência de fornecedores externos, especialmente da China, investindo em seus próprios elos de produção, pesquisa e inovação. O objetivo é construir cadeias de suprimentos mais resilientes, capazes de manter o ritmo de crescimento sem ficar vulnerável a voláteis cenários geopolíticos globais.

Para Lula, trata-se de um avanço que alinha interesses de Brasil e Índia na direção de uma agenda tecnológica que favorece o desenvolvimento inclusivo. Em tom otimista, o presidente ressaltou que o encontro de autoridades representa uma síntese de duas tradições democráticas que defendem o multilateralismo e a cooperação como pilares para enfrentar desafios comuns. “Somos dois países com megadiversidades e centros da indústria cultural. Somos dois defensores do multilateralismo e da paz”, enfatizou, observando que o momento pede coordenação entre governos, empresas e academia para acelerar projetos que transformem matérias-primas em componentes de alto valor agregado.

Entre os desdobramentos práticos citados pelo dirigente brasileiro, está a ideia de intensificar investimentos conjuntos e cooperar com iniciativas de energias renováveis, em especial em tecnologias que otimizem o uso de minerais críticos. A parceria, na prática, visa reduzir gargalos logísticos, acelerar pesquisa aplicada e facilitar acordos de longo prazo entre empresas brasileiras e indianas. E, no corre-corre do dia a dia, isso pode significar mais oportunidades de negócios, novas linhas de pesquisa e estímulo a cadeias produtivas que alavanquem inovação sem abrir mão de responsabilidade social e ambiental.

Já Modi, ao destacar o caráter “passo importante” para a construção de cadeias de suprimentos mais robustas, ressaltou que a cooperação entre Brasil e Índia reforça o papel de ambas como agentes de mudança no cenário global. O recado é claro: com a combinação de uma grande base tecnológica e um robusto parque de energias renováveis, as duas nações passam a ter voz mais firme em discussões sobre regras comerciais, investimentos estratégicos e inovação compartilhada. E o leitor pode se perguntar: o que isso muda no dia a dia? Em termos práticos, indica uma tendência de maior integração entre polos de produção, chance de redução de custos em tecnologias-chave e, potencialmente, melhoria na competitividade de produtos nacionais em mercados internacionais.

Em síntese, o acordo entre Brasil e Índia é apresentado como um capítulo dedicado ao futuro da indústria de alta tecnologia. A ideia é que minerais críticos e terras raras passem a ser não apenas recursos estratégicos, mas pontos de convergência para instalarmos novas capacidades científicas, educacionais e industriais. A leitura que se impõe é simples: diante de um mundo cada vez mais dependente de tecnologias avançadas, alianças como essa ajudam a criar soluções mais estáveis, inovadoras e inclusivas para as economias e para as pessoas comuns, que acabam beneficiadas por produtos melhorados, preços mais competitivos e oportunidades de trabalho em setores emergentes.

  • Ampliação de investimentos e cooperação em energias renováveis e minerais críticos
  • Redução gradual da dependência de fornecedores externos, especialmente em relação à matéria-prima de origem chinesa
  • Cobertura de cadeias de suprimentos mais resilientes, com maior integração entre Brasil e Índia

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Jornalista

Fernanda Costa

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