Venezuelanas resistem por liberdade de Cilia e Maduro; vídeos

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Tânia Mandarino: Mulheres venezuelanas resistem e constroem caminhos pela liberdade de Cilia e Maduro; vídeos

Solidariedade internacional ganha voz e dá apoio à Venezuela frente a ataques e violências

Nesta quinta-feira, 15 de janeiro, foi realizada uma reunião internacional virtual organizada pelo PSUV Mujer com o inusitado tema “LAS MUJERES LOS QUEREMOS DE VUELTA”. O encontro reuniu vozes femininas de várias partes do mundo, que se uniram em solidariedade à Venezuela e às lutas dessas mulheres contra o imperialismo, marcando presença num momento de cobrança por direitos e segurança.

Entre as falas, destacou-se a transmissão direta de Nicolás Ernesto, filho do presidente Nicolás Maduro, direto de outra reunião internacional promovida pela Internacional Antifascista. Além dele, participaram a deputada nacional Tânia Díaz e a jovem Elizabeth Marcano, militante do PSUV Mujer, que testemunhou o que vivenciou em Forte Tiuna quando ocorreu o ataque aos dias recentes.

No comando do encontro, a Diva Guzmán, vice-presidente do PSUV Mujer, conduziu as intervenções, reunindo representantes de diversas nações dispostas a apoiar a Venezuela e as lutas femininas contra a violência e o abuso de poder. Em tom de acolhimento, Maria Cristina Simó, presidenta do Movimento Democrático de Mulheres da Espanha, que integra a Federação Internacional de Mulheres, comunicou a criação das Brigadas Internacionais de Mulheres Cilia Flores pela Paz.

Outra voz presente foi a de Alina Rosa Duarte, coordenadora de formação política internacional do Partido Morena (Movimento de Regeneração Nacional) do México, que externou solidariedade com uma mensagem de esperança para o futuro. A líder venezuelana Diva Guzmán reforçou um ponto central: as mulheres precisam erguer a voz em defesa da liberdade de Cilia Flores — que, segundo o relato, sofreu agressões físicas, recebeu 20 pontos no rosto e teve algumas costelas fraturadas. “Defender a liberdade de Cilia é ser porta-voz da luta contra a violência”, destacou a anfitriã.

Foi Tânia Mandarino quem também participou, a convite das companheiras venezuelanas do PSUV Mujer, registrando-se em participação que a ++fantasia de registro no vídeo++; o relato da autora aparece no material audiovisual, a começar pela fala de Diva Guzmán. Ao final, foi apresentado o depoimento comovente de Elizabeth Marcano sobre o ataque ao Forte Tiuna.

Elizabeth Marcano abriu seu testemunho com um cumprimento afetuoso às irmãs e irmãos que a acompanham em território nacional e além fronteiras. Ela descreveu, com cautela e coragem, o momento de tensão vivido na noite de 3 de janeiro: um ataque que envolveu bombardeios próximos às torres que formam o complexo habitacional de Forte Tiuna, acompanhado de drones e a presença de helicópteros. Em meio ao pânico, a família buscou manter a calma, proteger as pessoas mais vulneráveis e planejar a saída com muita cautela.

Ela contou que, apesar do medo, houve organização entre vizinhos, e que o grupo tentou preservar parte dos idosos, crianças e pacientes da família, incluindo uma gestante. O relato enfatizou ainda o empenho de um irmão em manter a linha de defesa para evitar riscos maiores, além da mobilização de moradores para manter a comunicação e a segurança, mesmo com a queda de energia e a dificuldade de contato com o exterior.

Por fim, Elizabeth descreveu como a família só pôde respirar aliviada quando o bloqueio cessou e a área foi considerada segura novamente. Ainda assim, o episódio deixou claro o impacto emocional profundo e a resiliência de quem vive perto de confrontos e de decisões políticas complexas. O depoimento concluiu com a lembrança de que, horas depois, as informações públicas indicavam que o presidente havia sido sequestrado, uma notícia que ajudou a consolidar a percepção de que a violência busca desestabilizar o país.

A Tânia Mandarino, advogada, integra o Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD). A participação neste espaço de diálogo internacional reforça, na prática, como a defesa de direitos e a voz das mulheres podem atravessar fronteiras para sustentar a memória de lutas e a defesa de instituições democráticas.

Entre as leituras que acompanharam o debate, destacam-se as referências à construção de redes de apoio internacionais, a importância de manter a vigilância cívica e a convicção de que a solidariedade pode transformar mensagens de resistência em ações concretas. E, no dia a dia, a pergunta que fica é: o que muda na prática para as mulheres que seguem na linha de frente da defesa de direitos e da soberania de seus países?

Em síntese, o encontro reforçou que, apesar dos desafios, há uma voz coletiva insistindo na defesa da liberdade, da paz e da dignidade humana. E que essas vozes, quando somadas, ganham força para inspirar outras lutas ao redor do mundo.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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