Presidente interina da Venezuela se compromete a realizar eleições ‘livres e justas’
Delcy Rodríguez enfatiza que Maduro continua sendo o presidente ‘legítimo’ do país, mas fala sobre pleito contradiz posição de outros políticos venezuelanos
Em meio a um cenário de expectativa e perguntas sobre o futuro político da Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o país se compromete a promover eleições livres e justas. A declaração chegou em entrevista transmitida pela NBC, destacando que o calendário eleitoral será definido por meio do diálogo político interno. No contexto, a fala ocorre pouco mais de um mês após a suposta captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Rodríguez reiterou que Maduro continua sendo o presidente legítimo da Venezuela e que ela permanece apenas no comando da presidência. Além disso, reconheceu ter sido convidada a viajar a Washington, embora não tenha divulgado detalhes sobre a data da viagem nem quem comporia a comitiva.
A líder interina também ressaltou que a convocação de eleições implica um país livre de sanções, destacando que o pleito não é apenas uma formalidade, mas parte de um processo político que depende do diálogo entre as forças do país. No dia a dia, essa leitura é apresentada como condição para avanços diplomáticos e para a normalização da relação com a comunidade internacional.
Na prática, as eleições de julho de 2024, que deram a Maduro um novo mandato de seis anos, foram amplamente contestadas pela oposição venezuelana e por diversos outros países. A maioria das pesquisas indicava a vitória do opositor Edmundo González antes do voto, acendendo debates sobre a legitimidade do processo.
Relação com os EUA também entrou no foco. A líder interina afirmou ter recebido o convite para viajar a Washington, ainda sem data definida nem detalhes sobre a comitiva. Em contrapartida, o presidente americano, Donald Trump, declarou recentemente que pretende visitar a Venezuela, sem, porém, estabelecer uma data exata. Enquanto isso, Maduro e a primeira-dama Cilia Flores teriam sido capturados no dia 3 de janeiro, em uma operação no território venezuelano envolvendo forças americanas, que incluiu ações contra Caracas e levou os alvos para Nova York, onde respondem a acusações de narcotráfico.