Flávio Bolsonaro diz que decisão da equipe econômica ainda leva tempo

Ouvir esta notícia

Flávio Bolsonaro diz que decisão sobre equipe econômica ainda vai demorar

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à eleição deste ano, afirmou que, apesar dos rumores e da ansiedade do mercado, ainda não há definição sobre o principal nome da futura equipe econômica da chapa. Ele disse que continua conversando com muitos economistas para alinhar cenários e perfis.

No que parece uma leitura cuidadosa do momento, Flávio comentou durante entrevista em Paris, na noite de terça-feira, que o processo de escolha está longe de chegar a um desfecho. Alinhado à prática de manter as portas abertas a diferentes visões, ele reforçou que tem dialogado com várias correntes de pensamento para estruturar a proposta de governo.

Apesar da vibração nos mercados, o cenário não confirmou nenhuma sinalização sobre nomes específicos. Em relação a rumores envolvendo nomes já citados no cenário político, o senador negou ter mantido conversas com Mansueto Almeida ou com o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Segundo ele, tratativas com tais figuras não ocorreram. Ainda assim, Flávio destacou que ambos são profissionais relevantes que já trabalharam durante o governo do pai, resumindo-os como economistas brilhantes.

  • Rumores sobre a possível composição com Mansueto Almeida ou Roberto Campos Neto foram citados, mas não houve confirmação oficial.
  • Flávio negou qualquer negociação para integrar a campanha com esses nomes.
  • Ele enfatizou pilares políticos: segurança pública mais rigorosa, impostos menores e reforma fiscal.

Uma pessoa próxima a Mansueto Almeida, que pediu anonimato, afirmou que ele não tem planos de se unir à candidatura. A especulação ganhou força após Mansueto adotar um tom mais crítico em relação à condução econômica do governo, durante um evento do BTG Pactual em São Paulo, o que alguns interpretaram como sinal de mudança de posição. Contudo, ele explicou à Reuters que seus comentários refletiam apenas um diagnóstico da política econômica vigente, não um movimento político.

Enquanto as pesquisas apontam Lula como favorito, o momento tem mobilizado investidores que observam de perto as escolhas de quem liderará o polo econômico. Em França, Flávio afirmou que suas viagens a países como os Estados Unidos e a França visam reforçar a credibilidade de sua candidatura e atrair o interesse de capitais para o Brasil. No dia a dia, ele projetou um perfil presidencial que equilibra firmeza na segurança, distensão em negociações econômicas e uma visão pragmática de gestão pública.

Entre os pilares delineados, ele citou uma postura mais firme na segurança pública, a busca por impostos mais baixos e uma reforma fiscal que possa fomentar o crescimento econômico. A ideia, segundo ele, é apresentar aos eleitores um líder pragmático, centrado e equilibrado, capaz de traduzir propostas em resultados. No fim das contas, o que muda na prática para quem está acompanhando o dia a dia da economia brasileira?

O que achou deste post?

Jornalista

André Santos

AO VIVO Sintonizando...