Varejo de moda teme recuo na taxa das blusinhas por motivos eleitorais

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Varejo de moda teme retrocesso na ‘taxa das blusinhas’ por razão eleitoral

Tributo impopular deve ser utilizado pela oposição para dificultar a reeleição de Lula

No radar do varejo de moda brasileiro, surge uma preocupação que ganha contornos eleitorais. A chamada “taxa das blusinhas” — o imposto de importação incidente sobre compras vindas do exterior — volta a ganhar relevância à medida que o ano eleitoral se aproxima. Além do ajuste fiscal, a proximidade com as eleições pode fazer com que esse tema seja explorado com mais intensidade pela oposição, ampliando a pressão sobre o governo.

“É difícil prever exatamente o que vai acontecer, mas o risco de retrocesso nessa medida existe”, comenta Edmundo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex). A fala resume um cenário de incerteza: o imposto, já polêmico, pode ganhar novo impulso nos próximos meses, com impactos diretos na competitividade de lojas que atuam no segmento de moda.

A tributação é um dos instrumentos menos populares do governo atual e, nesse contexto, pode se tornar um ponto sensível na corrida pela reeleição do presidente Lula. Embora a arrecadação tenha registrado números expressivos, incluindo um recorde em 2025, com a cobrança de importações, a leitura de especialistas é que a prioridade do momento pode passar por manter o foco na agenda eleitoral.

Mesmo com esse cenário, a importância do imposto para o equilíbrio fiscal não pode ser ignorada. A aposta de que a continuidade da medida seria vista como um ângulo estratégico pela oposição ganha força entre empresários do setor, que observam atenção redobrada aos efeitos sobre preço final, competitividade e opções de consumo para o dia a dia do consumidor.

A Abvtex, entidade que reúne grandes players do varejo têxtil, continua consolidando uma visão comum entre associadas, como C&A, Renner, Riachuelo e Azzas 2154, entre outras. No todo, o debate não se restringe a números de arrecadação: ele envolve dinâmica de compra, comportamento de consumidor e, claro, o humor de um mercado que observa com atenção cada passo do governo em relação às regras de importação.

No fim das contas, para o leitor comum, a discussão sobre a “taxa das blusinhas” se traduz em efeitos tangíveis no dia a dia: preços, opções de compra e a possibilidade de encontrar peças com prazos de entrega mais competitivos. Assim, a expectativa é de que o tema seja explorado com intensidade nos próximos meses, sem, porém, deixar de lado a prática de equilíbrio entre arrecadação pública e custo para o consumidor.

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Jornalista

Fernanda Costa

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