Tarcísio reafirma candidatura à reeleição, desconversa sobre Planalto e anuncia visita a Bolsonaro
Filho de Bolsonaro, Eduardo afirma que Tarcísio “não tem escolha”; ministro Alexandre de Moraes, do STF, já autorizou a vista
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a sinalizar a intenção de disputar a reeleição no governo paulista, em publicação feita em sua conta no X. Além de manter o foco no território estadual, ele evitou alimentar rumores sobre uma possível candidatura ao Palácio do Planalto e ressaltou a lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na mensagem, ele afirma que irá trabalhar por uma direita unida e forte para retirar a esquerda do poder e acrescenta que qualquer informação em sentido contrário é apenas especulação. “Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal”, escreveu, prometendo ir à liderança do aliado na próxima quinta-feira para prestar apoio e solidariedade.
Na manhã de hoje, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou novamente a visita do governador a Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A programação prevê a presença às 11h da próxima quinta-feira, dia 29, com duração estimada de duas horas. Apesar de Moraes já ter autorizado a ida na última terça, o governador decidiu adiar o encontro.
Segundo aliados próximos ouvidos pelo jornal, o motivo do adiamento seria o receio de que a conversa sirva para pressioná-lo a apoiar, de forma mais explícita, a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
No entorno de Tarcísio, no entanto, alguns apontam que a visita tinha, inicialmente, outra finalidade: oferecer solidariedade ao ex-presidente e discutir próximos passos para viabilizar uma eventual transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar.
Já o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que Tarcísio não tem a opção de ir contra a candidatura de Flávio à Presidência. Segundo ele, o governador ganhou notoriedade com o suporte de Jair Bolsonaro e não pode se posicionar de forma divergente. “Se tentar qualquer movimento para mudar de lado, corre o risco de ficar à margem, semelhante ao que aconteceu com João Doria”, afirmou, destacando a relação de Tarcísio com o clã Bolsonaro.