Estudo mostra clã Bolsonaro reabilitou governo e livrou Lula

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Pesquisa mostra como o clã Bolsonaro reabilitou o governo e tirou Lula das cordas em 2025

Levantamento da Ativaweb mostra crescimento de Lula nas redes, território antes dominado por Bolsonaro

Em 2025, o cenário político brasileiro ganhou contornos novos e provocou reflexões sobre quem controla a narrativa pública. O clã Bolsonaro parece ter conseguido reanimar o tom do governo, enquanto Lula avançou de forma expressiva no espaço digital, especialmente após momentos de crise. O levantamento da Ativaweb aponta um movimento claro: crescimento de seguidores e melhoria de avaliação nas redes, mesmo diante de desafios que ainda rondam o cenário político.

A virada, segundo o estudo, não foi simples nem gratuita. Ela começou a ganhar forma a partir de julho, com a saída de Jair Bolsonaro do cenário público e a pressão de medidas internacionais que geraram volatilidade. Nesse momento de transição, Lula assumiu o papel de defensor da soberania brasileira, articulando um reposicionamento que, no longo prazo, acabou alterando o equilíbrio de visibilidade nas redes sociais e na percepção global sobre o governo.

Na prática, a narrativa ganhou fôlego com o esforço de colocar a soberania nacional no centro do debate, acompanhado de uma postura mais atuante em temas internacionais e de um reposicionamento estratégico do Brasil no tabuleiro global. Nas redes, as mudanças se traduziram em maior circulação de mensagens e em uma presença mais constante de Lula nos tons da diplomacia pública. Além disso, houve relatos de que a crise entre auditores digitais do entorno do governo e vozes da oposição acabou fortalecendo a ideia de um líder capaz de projetar o Brasil ao cenário mundial.

Para entender o momento de virada, vale citar o próprio estudo: “a virada ocorre a partir do final de agosto de 2025, com o governo atuando em três eixos claros: soberania nacional, protagonismo internacional e reposicionamento do Brasil no mundo.” Crises externas não apenas não enfraqueceram a imagem de Lula, como funcionaram como gatilhos emocionais positivos, reforçando a ideia de um presidente que defende o Brasil no cenário global.

No campo das redes, a crise articulada por adversários no eco digital acabou rendendo mais menções positivas, ampliando alcance fora das bolhas ideológicas e promovendo um crescimento estável de seguidores em plataformas diferentes. A circulação de Lula nos corredores da comunidade internacional, incluindo encontros com líderes e representantes estrangeiros, teve papel decisivo para a virada de imagem. O estudo cita ainda que a frase viral “teve química” ajudou a humanizar a diplomacia e desmontar narrativas de isolamento.

Ao acompanhar os números traçados pela Ativaweb, fica evidente o ritmo da recuperação: Instagram cresce de forma expressiva, Facebook registra ganho considerável, X amplia o alcance, TikTok e YouTube respondem com sinais consistentes de engajamento. O balanço das redes é apresentado de forma direta pelo estudo: seguimos no caminho de reconquistas, retomadas e uma presença cada vez mais sólida em diferentes plataformas.

  • Instagram: +800.000 seguidores
  • Facebook: +200.000 seguidores
  • X: +500.000 seguidores
  • TikTok: +800.000 seguidores
  • YouTube: +100.000 inscritos

Ao fim de 2025, a leitura consolidada aponta que a imagem digital de Lula está marcada por um sentimento majoritariamente positivo ou neutro, com crescimento líquido de seguidores, liderança clara no campo progressista e reconhecimento internacional reforçado. A narrativa de soberania passa a ocupar lugar central, enquanto as tentativas de desgaste aparecem, porém com menor poder de mobilização. “2025 não foi o ano da crise do governo Lula. Foi, antes, o ano da reconstrução da sua imagem digital”, sintetiza Alek Maracajá, da Ativaweb.

Embora o caminho esteja mais estável do que no passado, o texto deixa claro que o cenário ainda guarda desafios. O estudo sinaliza que o ano que se abre deverá ser marcado pela continuidade de investigações e por possíveis desdobramentos envolvendo figuras próximas ao presidente, elevando o tema da corrupção como pauta relevante no eleitorado. No fim das contas, o jogo político segue imprevisível, e a relação entre ação pública, percepção global e decisões locais continuará a moldar o humor das redes e o pulso do país.

Para quem lê o assunto no dia a dia, a mensagem é clara: acompanhar esse processo não é apenas entender números. É perceber como conceitos como soberania, protagonismo internacional e a percepção de liderança nacional se entrelaçam com a vida cotidiana, da economia às escolhas de consumo, passando pelas relações do Brasil com o resto do mundo.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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