Bolsonaro inicia fisioterapia após cirurgia para tratar hérnia, diz boletim médico
Ex-presidente segue em cuidados pós-operatórios; família divulga atualizações e o hospital aponta ajustes terapêuticos e prevenção de complicações
No momento em que avança o período de recuperação, o ex-presidente Jair Bolsonaro começou a fase de reabilitação com fisioterapia, após passar pela cirurgia para correção de uma hérnia inguinal. O boletim médico divulgado pelo hospital DF Star aponta que ele já está recebendo os cuidados necessários no pós-operatório e que houve ajustes no manejo da dor, bem como medidas para evitar complicações como a trombose.
Na mesma linha, no fim da tarde de hoje, um dos filhos de Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, compartilhou uma foto em rede social na qual o pai aparece no leito, ao fundo. A imagem, que circula entre famosos bastidores do núcleo familiar, acontece em meio a uma pauta de cautelas: o ministro Alexandre de Moraes, do STF, já impôs restrições ao uso de celulares e equipamentos eletrônicos no quarto de Bolsonaro, conforme orientação institucional, para evitar riscos durante a internação.
De acordo com o relato divulgado hoje, Carlos informou que “em cumprimento à orientação médica” o pai realizou uma breve caminhada para reduzir o risco de trombose. O comunicado também reforça que, apesar de soluços frequentes, não houve episódios de vômito que pudessem levar a broncoaspiração. No geral, o quadro de recuperação permanece estável, sem a necessidade de novos exames no dia.
O boletim médico divulgado pela instituição reiterou que a paciente (no caso, o ex-presidente) iniciou a reabilitação com fisioterapia, com otimização da analgesia e adoção de medidas farmacológicas para prevenção de trombose. Além disso, houve ajustes das medicações para manejo de refluxo gastroesofágico, sem previsão de novos procedimentos no momento. A comunicação reforça o cuidado com o alívio da dor e com o equilíbrio do tratamento intestinal, aspectos centrais da recuperação.
Aos 70 anos, Bolsonaro recebeu autorização para ser internado pela autoridade competente na quarta-feira e passou pela cirurgia na quinta. Na prática, ele permanece sob cuidados médicos na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros delitos relacionados. Essa combinação de fatores coloca o caso em um patamar singular de monitoramento médico, com o objetivo de assegurar a estabilidade clínica durante a fase de recuperação.
Historicamente, o ex-presidente tem questões de saúde desde o atentado que sofreu em setembro de 2018, durante a campanha eleitoral. Desde então, foi submetido a diversas intervenções na região abdominal decorrentes do ataque, e o quadro atual inclui uma hérnia inguinal bilateral, tratada por meio de cirurgia. Segundo o relatório médico encaminhado pela defesa ao STF, ele continua com o quadro de soluços, ativo, e com a hérnia sob controle por meio do procedimento cirúrgico já realizado. No dia a dia, a prioridade é manter a recuperação estável, com vigilância clínica e ajustes terapêuticos conforme a evolução econômica e clínica do paciente.
Enquanto isso, a comunidade fica atenta aos desdobramentos, buscando entender o que tudo isso pode significar para a rotina pública e para a própria gestão de saúde em situações de alto impacto político.