Metade dos deputados avalia a relação governo-Congresso como ruim

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Relação do governo com Congresso é negativa para metade dos deputados, mostra pesquisa Genial/Quaest

Metade dos parlamentares avalia como negativa a relação do governo com o Legislativo; Lula surge como favorito entre deputados, e o cenário da corrida presidencial segue acirrado

Entre 29 de outubro e 11 de dezembro, a Quaest ouviu 167 dos 513 deputados, em levantamento encomendado pela Genial Investimentos. A amostra foi montada com base na distribuição regional e na posição ideológica, e a margem de erro é de 7 pontos percentuais. O retrato encontrado aponta que 50% veem a relação entre o governo do presidente Lula da Silva e o Congresso como negativa, um comportamento próximo ao registrado na pesquisa anterior, em junho, quando o índice era 51%.

No dia a dia, o estudo aponta ainda que o governo tem pautas prioritárias no Legislativo, com a necessidade de avançar em questões que ajudam a fechar as contas públicas. Além disso, o quadro revela que 31% veem a relação como regular e 19% a enxergam como positiva, números que sobem e descem em comparação com a leitura anterior.

No âmbito da percepção sobre o cenário político, a pesquisa indica que o sentimento de favoritismo por Lula tem ganhado força entre os parlamentares. São 43% os que veem Lula como o favorito para vencer a eleição presidencial do ano que vem, contra 35% em junho. Já o favoritismo de um candidato da oposição aparece para 42%, frente 50% no levantamento anterior.

Outro tema que divide opiniões é a possibilidade de oponentes vencerem sem o apoio de Bolsonaro, que hoje permanece preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado e considerado inelegível por decisões do TSE. Sobre isso, 42% acreditam que é possível vencer sem o ex-presidente, enquanto também 42% entendem que isso não é viável.

Em relação aos planos para o pleito futuro, o levantamento mostra que 83% dos deputados entrevistados pretendem buscar um novo mandato na Câmara no ano que vem, enquanto 6% buscarão outros cargos e 4% não pretendem se candidatar.

No fim das contas, o retrato apresentado reforça um Parlamento dividido, com consequências diretas para o ritmo dos debates e para as escolhas que poderão definir o equilíbrio entre Executivo e Legislativo nos próximos meses.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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