Janja se pronuncia sobre polêmica envolvendo Zezé Di Camargo e o SBT
A primeira-dama Rosângela Janja Lula da Silva se manifestou, nesta segunda-feira (15), sobre a polêmica envolvendo o cantor Zezé Di Camargo e o SBT. O artista anunciou o rompimento com a emissora após o SBT abrir espaço para autoridades no lançamento do SBT News, evento que contou com a presença do presidente Lula e do ministro Alexandre de Moraes. Janja esteve ao lado do marido no evento e decidiu falar publicamente após as declarações de Zezé.
A reação da primeira-dama veio por meio de publicações nos stories de seu perfil no Instagram. Ela classificou como machista o tom das falas do cantor, que criticava as lideranças do SBT ao mencionar as filhas de Silvio Santos, que hoje dirigem a emissora. No entendimento de Janja, fazê-lo reforça preconceito e misoginia, evidenciando um discurso que desrespeita a presença feminina em espaços de poder.
Durante o lançamento, o clima também contou com referências a Silvio Santos, fundador do SBT, que faleceu em 2024 e cuja data de aniversário foi mencionada no evento. Além de Lula e Janja, participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros, integrantes do STF e outras autoridades, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O que motiva a crítica de Zezé Di Camargo ficou claro a partir de um vídeo publicado pelo cantor, no qual ele desfavorece a gestão atual do SBT e a presença de Lula e Moraes em atividades da emissora. Dirigindo-se às filhas de Silvio Santos, ele relatou estar observando mudanças no comportamento das lideranças do canal, destoando do que o pai desejava. A reação pública veio logo em seguida, com Janja defendendo a participação feminina e a pluralidade de vozes nos palcos da comunicação, ressaltando a importância de ambientes diversos e respeitosos.
No dia a dia, esse tipo de episódio reacende debates sobre o papel das mulheres na conquista de espaços de poder e como as vozes femininas são recebidas nos grandes veículos. No fim das contas, a resposta de Janja reforça a ideia de que discursos de ódio não têm lugar na imprensa nem na vida pública, e que a diversidade de perspectivas deve avançar de forma sustentável.