“Não queremos o favoritismo”, diz Vini Jr. sobre amistoso com França e Copa do Mundo
Jogador em grande fase do Real Madrid quer “tranquilidade e paciência” para seleção e divide protagonismo com companheiros
Vinícius Júnior chegou a Boston com o senso de propósito em alta. Em plena fase brilhante no Real Madrid, o atacante não escondeu a preocupação em manter o equilíbrio entre confiança e humildade antes do encontro amistoso contra a França e da caminhada rumo à Copa do Mundo. O recado é claro: o Brasil precisa chegar aos grandes torneios com serenidade, foco nos treinos e paciência para que o grupo evolua junto, sem atropelos.
“Não queremos o favoritismo”, afirmou Vini, deixando bem ajustada a linha que pretende seguir. Ele sabe que a equipe não chega como favorita pelas contas das Eliminatórias, mas reforçou que esse não é o tema central neste estágio da temporada. O importante é manter a cabeça no lugar, manter a união do elenco e encarar cada desafio com tranquilidade, repetiu o camisa 10, lembrando que a hora é de somar, ainda mais quando a Copa se aproxima.
No dia a dia, o brasileiro ressalta a ideia de protagonismo compartilhado. “Imagino que todo mundo queira estar entre os protagonistas”, disse, citando colegas do ataque que podem dividir a responsabilidade pelas jogadas decisivas. Ele citou nomes como Raphinha, João Pedro, Cunha e os jovens que estão chegando, como Endrick, destacando que cada momento pede diferentes forças em campo. O recado é de que, para vencer, o time precisa saber quem pode desequilibrar em cada ocasião, inclusive em bolas paradas.
Para o amistoso contra a França, Vini encara de frente os companheiros de clube Mbappé, Tchouaméni e Camavinga. “Não tem amistoso entre as duas equipes”, ele brinca, mas reforça a competitividade que toma conta dos treinamentos: todos querem ganhar, em especial quando cada jogo antecede a Copa. Ainda assim, o atacante destacou que o respeito entre as estruturas é mútuo, e que a estrela francesa, reconhecida por sua qualidade, sabe da força do Brasil. “Eles reconhecem nossa equipe, assim como nós reconhecemos a França”, afirmou.
O duelo marca o primeiro confronto entre o Brasil e uma seleção europeia sob o comando de Carlo Ancelotti, o técnico que passou a conduzir os locais de preparação com uma visão de jogo mais clara. A França, bicampeã mundial, chega com trajetória de destaque, tendo chegado às finais dos últimos Mundiais. Para o time brasileiro, a ideia é traçar um mapa de evolução sob a regência de um treinador que, segundo Vini, entende a forma como a gente precisa jogar e sabe trabalhar com as peças que o elenco tem à disposição.
Na prática, a filosofia de trabalho de Ancelotti aparece como uma chave para a recaída da seleção ao topo: ideia de jogo definida, construção coletiva e uma ênfase contínua em manter o equilíbrio entre defesa e ataque. Vini ressaltou que a mudança na seleção, com a chegada do técnico italiano, trouxe uma visão mais sólida de como a equipe pode encarar cada partida, com foco nos objetivos maiores e na continuidade de evolução dos jogadores.
“A gente não quer o favoritismo, mas quer chegar à Copa do Mundo como temos chegado nesses amistosos, com muita tranquilidade, paciência e foco no que estamos trabalhando”, concluiu o atacante. A fala sintetiza um momento de maturação do grupo, que busca somar confiança em campo sem perder a identidade ofensiva que o tornou um dos destaques do futebol mundial.
Confira a programação de jogos da seleção brasileira:
- 26/03, 17h – Brasil x França (Massachusetts, EUA)
- 31/03, 21h – Brasil x Croácia (Orlando, EUA)
- 31/05 – Brasil x Panamá (Maracanã)
- 06/06 – Brasil x Egito (Cleveland, EUA)
- 13/06, 19h – Brasil x Marrocos (Nova Jersey, EUA)
- 19/06, 22h – Brasil x Haiti (Philadelphia, EUA)
- 24/06, 19h – Brasil x Escócia (Miami, EUA)