Ventura acusa rivais de desrespeitar Portugal

Ouvir esta notícia

Ventura acusa adversários de “ofender Portugal”

O líder do Chega volta a cobrar posição firme contra a oposição e defende símbolos nacionais, em discurso na convenção de Entroncamento

O presidente do Chega discursou diante de centenas de militantes na convenção autárquica nacional, realizada no Pavilhão Municipal do Entroncamento, para cobrar uma posição firme dos adversários nas eleições presidenciais. No tom típico de quem faz campanha, André Ventura acusou os rivais de ofenderem Portugal e lançou a promessa de recorrer à mão pesada da lei para enfrentar crime e corrupção, em um tom que misturou denúncia e defesa de símbolos nacionais.

Quando todos os corruptos se juntam contra nós”, disse, “é sinal de que estamos no caminho certo”. E acrescentou: “quando os que vivem de subsídio se juntam contra nós, é porque seguimos na direção correta”. O líder reforçou que o Chega não vai recuar, mesmo diante de críticas e pressões políticas.

Ventura voltou a apontar os adversários como promoventes de uma agenda para transformar Portugal numa nação europeia que não é orgulho para os que a amam, citando a polémica em torno da participação de Dino D’Santiago como mandatário da candidatura de Luís Marques Mendes. A leitura é de que haveria um movimento para reconfigurar o país, deixando para trás traços de identidade que o Chega afirma defender.

Querem mudar o hino nacional”, afirmou, “dizem que somos um país racista e defendem a ideia da ‘crioulização’”. Para ele, não se trata de nacionalismo raso, mas de amor a Portugal, de patriotismo. E por isso, prometeu resistir a qualquer invasão cultural que seja contida nos muros das escolas, onde, segundo ele, símbolos nacionais ficaram de lado para não ofender minorias.

No dia a dia, o discurso insistiu na ideia de que Portugal sempre abriu portas a quem vem trabalhar e procurar integração, mas não admite que isso se traduza na transformação de uma identidade que, para o Chega, precisa permanecer firme. O recado foi claro: a resistência deve seguir até o fim.

O candidato reiterou ainda a medida de retirar apoios sociais a quem vive de subsídios, afirmando que essa política, para ele, não é racismo nem xenofobia, mas sim justiça. E citou números para sustentar o debate público: mais de 60% das habitações distribuídas pelas autoridades locais estariam atribuídas a pessoas que cometeram crimes, segundo a visão do partido, o que, na prática, motivaria uma mudança de postura sobre tais políticas.

Ao pedir aos autarcas do Chega que cortem com a normalização da corrupção e deem o “exemplo, mesmo que custe votos”, Ventura também criticou o que chamou de normalização da cunha na política portuguesa, reforçando que o partido se coloca como defensor do Estado de Direito e não como seu detrator. Em uma linha de ação, prometeu usar a mão pesada da lei para enfrentar a droga exposta, a prostituição a céu aberto e a criminalidade associada à imigração irregular.

No desfecho, o líder encerrou com um apelo à mobilização para as eleições presidenciais de janeiro, enfatizando que as sondagens indicam sua candidatura em primeiro lugar e defendendo que isso comprova ter sido a decisão certa tomada pelo partido.

O que achou deste post?

Jornalista

Lucas Almeida

AO VIVO Sintonizando...