VAR em escanteios e regras anti-cera: mudanças valem a partir da Copa

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VAR em escanteios e regras ‘anti-cera’: veja mudanças que valem a partir da Copa

Órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol, a International Football Association Board (Ifab, da sigla em inglês), anunciou neste sábado, 28, a ampliação do uso do árbitro de vídeo (VAR), incluindo medidas “anti-cera”.

No dia a dia das partidas, a proposta é clara: manter o ritmo do jogo, reduzir paradas desnecessárias e, ao mesmo tempo, preservar a integridade das decisões. Em prática, as mudanças visam dar mais controle ao corpo técnico do VAR e aos árbitros, para que a bola não fique parada por atraso injustificado. Além disso, a ideia é tornar o futebol mais fluido para o torcedor que acompanha a cada lance, seja no estádio, seja pela tela de casa.

Neste pacote de atualizações, a IFAB destacou três ajustes diretos no protocolo do VAR, que passam a valer a partir da Copa. Confira os pilares centrais:

  • Cartões vermelhos decorrentes de erro no segundo cartão amarelo — quando houver expulsão indevida relacionada a um segundo amarelo, o protocolo prevê correção para evitar punições injustas.
  • Erro de identidade — se o árbitro mostra cartão para o jogador errado, o VAR buscará a correção para que a sanção seja aplicada ao destinatário correto.
  • Escanteio informado incorretamente — situações em que o lance de bola parada for concedido de forma equivocada entram na lupa da revisão para reverter o lance quando cabível.

Na prática, as mudanças vão além de ajustes pontuais. A IFAB também detalha uma série de mecanismos que prometem reduzir o tempo perdido durante os lances de jogo. Por exemplo, a adoção de uma contagem regressiva visual de 5 segundos para cobranças de lateral e tiro de meta. Se a bola não entrar em jogo nesse intervalo, haverá reversão do lateral ou marcação de escanteio para o time adversário. A ideia é tornar o ritmo do jogo mais previsível e menos sujeito a interrupções demoradas.

Outro ponto importante diz respeito às substituições. Quando o árbitro indica a substituição, o jogador envolvido tem até 10 segundos para deixar o campo após a placa ser exibida. Caso isso não ocorra, o substituto não poderá entrar em campo até a primeira paralisação após um minuto do reinício da partida. No dia a dia, isso significa menos tempo perdido na beira do gramado e mais fluidez no relógio do jogo.

Também há mudanças na área médica. Em situações em que um atleta precisa de atendimento médico em campo, ele deverá deixar o gramado e retornar apenas após pelo menos um minuto de intervalo. Além disso, foram propostos testes para avaliar ocorrências em que goleiros caem, provocando paralisações para atendimento. A meta é propor opções que desencorajem esse comportamento e mantenham o fluxo do jogo, sem colocar em risco a saúde dos atletas.

Segundo a IFAB, as alterações têm um propósito claro: manter o futebol rápido, justo e dinâmico, sem abrir brechas para atrasos desnecessários. Em síntese, o conjunto de mudanças busca uma resposta prática para os momentos do jogo que costumam gerar controvérsia e demora, promovendo decisões claras e rápidas para torcedores, equipes e comentaristas.

No fim das contas, tudo isso impacta quem vive do dia a dia das partidas: jogadores, técnicos, árbitros e, é claro, o público que vibra com cada lance. As medidas se propõem a transformar a experiência de acompanhar uma Copa do Mundo já em pleno ritmo acelerado, onde cada decisão é revisada com maior assertividade, sem quebrar o encanto da emoção do futebol.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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