Valdemar acena para Esperidião Amin, ignorado pelo PL na disputa em SC

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Valdemar Costa Neto sinaliza apoio a Esperidião Amin após rifa do PL na corrida pelo Senado em SC

Acordo inicial previa Amin na chapa pura, mas a vontade de Bolsonaro mudou o rumo dos planos

No Palácio das Ideias do PL, ficou explícito que a política catarinense segue em marcha-lenta, com reviravoltas dignas de roteiro. Em um jantar com empresários em São Paulo, o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, abriu o jogo sobre Esperidião Amin, lembrando que não quer deixar o senador do PP “na mão” na disputa pelo Senado em Santa Catarina. Amin era visto como um dos pilares da chapa bolsonarista, mas o clima mudou quando o próprio Jair Bolsonaro pressionou para acomodar Carlos Bolsonaro na formação do time, abrindo espaço para rifar o aliado histórico.

Antes dessa guinada, o acordo envolvendo o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, o PL e a federação União Brasil-PP apontava para uma composição em que Mello disputaria a reeleição encabeçando uma chapa ao Senado, com um nome do PL e outro da federação preenchendo as vagas. Os nomes mais cotados eram Caroline De Toni, a parlamentar do PL, e Esperidião Amin, do PP. Na prática, parecia uma combinação estável, capaz de unir força estadual e capital político para manter a direita em ascensão.

Mas o cenário ganhou contorno com a intervenção de Bolsonaro. Ao decidir pela candidatura de Carlos na chapa, o grupo passou a ver Amin como o principal prejudicado. A finalidade, segundo quem acompanha os bastidores, era evitar um racha interno e preservar o que ainda cabia de unidade entre as siglas, mas a necessidade de atender aos desejos do clã presidencial complicou o equilíbrio.

Quem tem a palavra final, agora, é o próprio Valdemar. O cacique do PL adiou qualquer definição, mas já deixou claro que prefere uma configuração pura, sem atropelos entre as forças. A decisão sobre Santa Catarina deve sair nas próximas semanas, gerando expectativa sobre como ficará a composição de cada partido e, principalmente, quem de fato liderará a chapa ao Senado no estado neste ano. Enquanto isso, catandiense de ferro e eleitor comum ficam de olho nas movimentações, perguntando no dia a dia: qual impacto real isso terá na vida prática de quem mora em SC?

No meio desse emaranhado, Amin surge como uma “ficha antiga” da direita catarinense, conhecido por manter acordos firmes ao longo da vida pública. Por outro lado, De Toni representa o recorte mais atual da aliança entre o PL e a dobradinha com Carlos Bolsonaro, reforçando a expectativa de renovação. No fim das contas, a dúvida permanece: o que essa guinada significa para o eleitor que busca estabilidade ou mudança? A resposta pode emergir apenas com a definição oficial das chapas, prevista para as próximas semanas, quando novas estratégias começarem a ganhar forma.

Para quem acompanha o dia a dia da política estadual, a situação em Santa Catarina revela mais do que uma disputa eleitoral: mostra como interesses regionais, alianças históricas e manobras nacionais se entrelaçam, definindo o tom da direita em um estado que costuma responder rápido a mudanças. Entre conversas que já rodaram gabinetes e reuniões que silenciaram rumores, o que fica claro é que a corrida pelo Senado em SC ainda reserva surpresas, com nomes tradicionais e novas cartas em jogo.

– Não é só uma eleição: é a construção de uma leitura de lealdades, onde caminhos antigos podem ganhar nova direção diante de uma estratégia central. E, claro, o eleitor fica curioso para saber como cada movimento pode impactar o cotidiano de quem trabalha, estuda e sonha com investimentos — ou seja, com a vida prática que o lado político promete transformar.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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