Por que a TV aberta, mais uma vez, será decisiva na eleição do próximo presidente
Eleição acirrada faz Lula e Flávio apostarem em propaganda na TV e abre guerra por apoio do centrão
Mesmo diante de quedas na audiência, a televisão aberta continua com alcance significativo em todo o país e, por isso, permanece como peça-chave para quem busca influenciar votos. Big players da TV mantêm presença constante no dia a dia do eleitor, moldando o ritmo da cobertura de notícias, debates e programas que circulam na grade diária.
No bastidor, as conversas entre partidos ganham intensidade para ampliar o tempo de propaganda no programa eleitoral. A expectativa é conseguir mais espaço nos blocos que vão ao ar, especialmente nas redes de maior alcance, o que pode fazer diferença na corrida pela simpatia dos eleitores.
No recorte de memória recente, 2018 ficou marcado pelo protagonismo das redes sociais, enquanto, quatro anos depois, a televisão retomou protagonismo e influência entre o público — um cenário que pode se repetir neste pleito. Mesmo com trocas de desempenho, o rádio de casa continua a ser capaz de alcançar áreas onde novas plataformas não chegam com a mesma força.
Segundo avaliação da audiência, a televisão aberta segue respondendo por boa parte do tempo de tela nacional. 53,9% da audiência ficou concentrada nas TVs abertas, 39,4% ficou com as plataformas de streaming e 6,7% com o conteúdo pago via tv por assinatura. No horário nobre, a grande produção de entretenimento da Globo tem potencial para alcançar números expressivos, com picos que podem chegar a dezenas de milhões de olhos conectados aos aparelhos em diferentes regiões.
- 53,9% da audiência nacional na TV aberta
- 39,4% em streaming
- 6,7% na TV paga
- horas de pico com novelas que alcançam grandes plateias em regiões metropolitanas
É importante notar que o público localizado fora das áreas cobertas pelo monitoramento também tende a ser significativo, o que ajuda a explicar a aposta pesada nas faixas de programação diurna e no início da noite. Assim, as propagandas em blocos às 13h e às 20h30 tornam-se momentos estratégicos para quem busca captar atenção, complementadas pelos debates ao vivo e por entrevistas nos telejornais de referência.
Apesar de a TV aberta parecer sofrer pressão de novos formatos, no dia a dia ela continua atuando como um cabo eleitoral poderoso para quem pretende ampliar a base de apoio. No fim das contas, a televisão oferece uma presença contínua em várias regiões do país, o que, na prática, significa que as mensagens políticas podem chegar ao eleitor comum com repetição e consistência ao longo da campanha.
Para quem acompanha os desdobramentos, fica claro que o cenário de bastidores envolve decisões sobre tempo de TV, acordos entre siglas e estratégias que favoreçam a visibilidade dos candidatos em meio ao ritmo acelerado da programação e da cobertura jornalística.