Trump convida Putin a integrar conselho de paz que governará Gaza

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Trump convida Putin para integrar ‘conselho de paz’ que governará Gaza

Outros chefes de Estado, como o canadense Mark Carney e Milei e Lula, também receberam convite; Órgão deve administrar enclave em caráter interino

A notícia que mexe com o tabuleiro internacional aponta para um movimento inédito: Vladimir Putin foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar um órgão chamado “Conselho da Paz”. A proposta antecipa uma gestão interina da Faixa de Gaza, voltada à desmilitarização, governança tecnocrática e à condução da reconstrução da região, enquanto a guerra na Ucrânia segue sem resolução visível. Segundo o Kremlin, o convite foi firmado por canais diplomáticos e o governo russo analisa a proposta, buscando obter mais detalhes antes de qualquer decisão.

Desenhado como um marco no roteiro de paz apresentado por Washington, o conselho seria presidido por Trump e reuniria figuras de peso internacional. Tony Blair, o que já foi descrito como um dos nomes de destaque, e Mark Carney, citado como líder canadense, estariam entre os integrantes, assim como o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Além deles, o elenco incluiria diversos chefes de Estado e governos que teriam recebido o convite, como o turco Recep Tayyip Erdogan, o argentino Javier Milei, o presidente egípcio Abdel Fattah el‑Sisi e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

  • Tony Blair – ex-primeiro-ministro britânico
  • Mark Carney – citado como líder canadense
  • Marco Rubio – secretário de Estado americano
  • Erdogan, Milei, Sisi, Lula – demais líderes convidados

Segundo a Casa Branca, o Conselho da Paz deverá debater uma série de questões cruciais: fortalecimento da governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento expressivo e mobilização de capital. Em resumo, o objetivo é criar uma estrutura capaz de viabilizar a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Palestina conclua reformas, seguindo propostas já discutidas em propostas anteriores, como o plano de paz do ex‑presidente Trump em 2020 e sugestões apoiadas por aliados sauditas e franceses.

Essa visão, por vezes descrita como a cerimônia de uma transição tecnológica na gestão da região, aparece justificada pela preocupação de estabelecer um modelo de governança capaz de atrair investimentos e facilitar a retomada de serviços básicos, infraestrutura e serviços públicos para a população de Gaza. No debate público, a ideia é que a atuação seja temporária e supervisionada por organizações internacionais, até a estabilização local que permita uma retomada de controle por parte de autoridades reconhecidas.

Paralelamente, a narrativa sobre a segunda fase do cessar-fogo ganhou espaço. O enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, anunciou a abertura dessa nova etapa, que prevê o desarmamento do Hamas e o início efetivo da reconstrução do enclave. Em publicação na rede social X, ele indicou que os Estados Unidos esperam cumprimento integral das obrigações por parte do Hamas, incluindo a devolução de recursos e a adoção de medidas que evitem novas violações, sob pena de consequências sérias. A fase dois prevê, na prática, uma administração palestina tecnocrática de transição em Gaza, chamada CNAG, e o início de um processo de desmilitarização e reconstrução amplo.

Enquanto isso, o Eurásico eixo regional observa a avaliação de Egito. O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, afirmou que houve consenso sobre os membros do comitê tecnocrático palestino de 15 pessoas que deverá governar Gaza temporariamente. No entanto, os nomes não foram tornados públicos até o momento, o que alimenta especulações sobre quem assumirá a responsabilidade de ordenar a passagem entre conflito e reconstrução.

Mas o que tudo isso pode significar para quem está em casa, na prática? Além de inventariar passos diplomáticos, a ideia central é estabelecer uma governança mais estável na região, capaz de coordenar grandes investimentos para reconstrução, saneamento de áreas destruídas e retomada de serviços básicos. O movimento também aponta para uma tentativa de reduzir a militarização na região, ao menos temporariamente, o que, no dia a dia, poderia afetar a vida de milhares de pessoas que vivem sob condições precárias. No fim das contas, o objetivo declarado é traçar um caminho de paz que leve a uma normalização gradual da vida cotidiana para quem habita Gaza.

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Jornalista

Renata Oliveira

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